27.8.06

Ontem era noite...

Gosto dessas horas da noite, aquelas do silêncio, quando a cidade está quieta. Não imagino as pessoas todas dormindo, porque não é com a ausência delas que me animo, apenas com a paz. Nessas horas os pensamentos fluem mais palpáveis, mais à tona, porque não há luz nem som nem necessidade forte demais que os afugente. Gosto dessas chuvas da noite, aquelas carregadas de ventos, de tatos e pensamentos. Lavam de São Paulo a sujeira e o veneno. É quando me sinto mais vivo, mais pertencente. Não é a purificação, perdão dos pecados. É a hora e a chuva, apenas. Onde a água molha, mesmo onde não posso ver, é como se eu pudesse sentir que existe, como se fosse parte de mim, do mesmo corpo, da chuva. Onde o vento chove, é a Natureza, sem deixar de ser cidade e sem deixar de ser lar. Apenas menos cinza, mais vida, menos solitária, um pouco mais fantástica, mais real.

2 pessoas pararam por aqui:

Anonymous disse...

Ah, Aline.. não sabia desse seu blog. Que legal! De verdade, gostei. Dei uma olhada nos posts anteriores também.
Estou buscando um pouco da paz que você mencionou. Será que não encontrei porque ainda não choveu? Dói.

Beijo grande.
Luisa

leosaber disse...

Caraleo!

lindo lindo e lindo
me envolvi total na idéia

que venha a chuva
que venha os amigos

estou atento
é vida!!!

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