7.10.07

da ironia

Constantemente eu renovo minhas convicções a respeito da ironia num plano transcendental. Se algum deus existe, ele tem um senso de humor ótimo.
Estávamos eu e meu pai no apartamento da minha irmã, no quarto dela. Ela fazia a faxina, e foi limpar uma caixinha discreta que fica na cômoda, ao lado da cama. Mas a tampa saiu num pop, pulou longe. E, dentro da caixa, um punhado de camisinhas. Meu pai olhou e disse vixi, tem um monte, sorrindo (ele não é do tipo ciumento ou defensor da virgindade das filhas). Eu gargalhei por uns cinco minutos. É que minha irmã enrubesceu. Fechou os olhos e baixou a cabeça. Ficou assim por uns segundos. Vejam bem, a ironia da coisa. Ela foi tirar o pó da caixa de camisinhas. E a maldição da caixa abre, na frente do pai.

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Thiérri disse...

e você me contasse a história, sem citar nomes e me desse a lista de todas as pessoas do mundo, e pedisse que eu achasse a protagonista... eu iria direto na letra D!!!

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