14.12.07

era uma vez

poesia era coisa de quem era triste
e tomava alegria, fingia e gostava bem
do ofício e da dor.
coisa de quem cisma com pedra,
de quem carrega bandeira
e engole a noite a vida as horas a morte o sertão...

as coisas hoje são outras,
poesia não vem de tristeza,
parece um pouco do perfume que ainda não evaporou da pele,
é um sopro, um grito;
é coisa fina
de quem ainda tem o que desejar.
é torpor.

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