17.5.08

Rumos

Não é privilégio nem raridade esbarrar em certos seres que vagam por aí.

Puxamos conversa, supomos lidar com uma pessoa, mas quando esbarramos naquele assunto...

Sou obrigado, de tempos em tempos, a admitir que há empresinhas andando por aí entre nós. Pedaços de carne que manifestam personalidades peculiares, trechos ambulantes de teorias econômicas, de religiões, de classes e condições sociais.

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O jovem recém chegado perguntou ao chefe que vantagem havia em se preocupar com o bem-estar daquelas pessoas. O outro lhe explicou que pessoas produzem melhor quando estão bem. Acrescentou, ainda, que era benéfico para a imagem do grupo e para os negócios quando outros percebiam o cuidado e a responsabilidade que eles tinham com os seus. O jovem aceitou isso, lhe parecia perfeitamente racional.

O jovem recém chegado não perguntou ao chefe por que motivo se preocupar com o bem-estar daquelas pessoas. O outro não lhe explicou que, mesmo que os negócios fossem um pouco pior, era algo essencial a se fazer. O jovem, se tivesse perguntado, não seria capaz de aceitar isso, lhe parecia algo totalmente irracional.

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Concluí, por experimentação, que algo só pode ser racional a partir de um referencial, objetivos que elegemos, nem sempre explícitos e cuja escolha não tem nada de racional.

Me perguntem porque me preocupo com o sofrimento de alguém que nem conheço de perto. A verdade singela é que senti alguns sofrimentos na minha própria pele e hoje sinto horror à idéia disso ocorrer, não importa muito com quem.

Uma vez no serviço deste talvez tolo objetivo, sim, é uma escolha racional trocar por realização alheia um pouco do sagrado, crescente, verde sucesso.

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aline disse...

o paulo ainda está se adaptando ao ambiente empresarial. hehe

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