31.5.08

some things cost more than you realise... really

Publiquei o último post e o vi tão próximo do antepenúltimo (sugiro que você faça o mesmo, se for ler este daqui).

Uma vez Paulo Polzonoff disse que as dores alheias não aliviam em nada, a longo prazo, as nossas próprias dores, sejam elas da natureza que forem. O que dói na gente dói "de verdade", mesmo que outras pessoas tenham motivos mais justificáveis ou sérios para sofrer. Verdade.
Eu digo mais: a dor dessas pessoas, ainda justificável e séria, também não reduz em nada nossa felicidade própria. Ninguém se desespera porque, apesar de sua boa fortuna, o vizinho está doente ou as crianças nordestinas são vendidas a R$ 0,50. A dor - se é que é dor o que deveras sente, dizia o poeta - é outra coisa, padecimento estranho e insuficiente para arranhar nossa vontade individual de ser feliz, nas pequenas e grandes coisas.



De onde eu me pergunto, de novo e sem cinismo, se o homem não seria mesmo uma ilha.

1 pessoas pararam por aqui:

Theo Weissmann disse...

http://labime.blogspot.com

Acabei de escrever uma coisinha sobre a felicidade. Obviamente farei, depois, um apêndice. Agora, bem agora, bateu cansaço e enxaqueca. E aqui não há ninguém que cuide de um hipocondríaco.

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