12.7.08

da dificuldade de ser ateu

Por muito tempo eu achei que o ato de assumir publicamente um traço da identidade - sobretudo a homossexualidade - não era o bicho papão que pintavam por aí. Talvez porque meus pais são mais liberais do que a média e, na minha infância, eu achava que tudo estaria sempre bem. Isso nem se confirmou, mais tarde, quando eu percebi que o grau de conservadorismo e preconceito deles não é tão mínimo assim; o fato é que eu me senti segura em ser o que eu era, em ser o que eu quisesse ser. Talvez, também, por eu ser petulante e achar que as pessoas devem ser corajosas e ponto, está resolvido.
E há algum tempo eu percebi o óbvio: não, não é tão simples assumir alguma coisa em você que destoa do que as pessoas acham normal. No caso, estou falando da minha posição quanto à religião: sou atéia. Convicta, há anos. Não estou em dúvida, afirmo tranquilamente que não há nada além disto o que eu vejo. Mas quase nunca eu me sinto à vontade para dizer isso às pessoas, sobretudo porque quando o assunto aparece, elas simplesmente pressupõem que eu partilhe de sua fé e espiritualidade, coisas sobre as quais falam como se fossem óbvias, evidentes, irrefutáveis. Uma vez, uma amiga me disse "porque será que as pessoas concebem tão fácilmente o mundo virtual e não o espiritual? Triste, isso. E é tão óbvio, ?!"
O que mata é o "né?!" A frase dela não é uma indagação sincera uma questão a ser debatida. É uma pergunta retórica, plataforma para que ela afirme e determine como certa algo que é pessoal e muito relativo, como a [sua] religiosidade.
E, eu me pergunto, porque eu evito de dizer o que penso de verdade, ao invés de dar as respostas evasivas e reticentes? Em primeiro lugar, como disse, porque não me sinto à vontade para isso. O tipo de olhar e de surpresa que uma afirmação desta causa aos crentes (pessoas com alguma crença, claro está) me intimida. Em segundo, por preguiça. Se alguém aborda este assunto com um "né?!", é porque não está de fato aberta ao que eu pense a respeito. E, se ela está tão certa da Verdade que conhece, porque eu iria começar um quiprocó propondo um jeito diferente de lidar com aquilo que lhe é tão caro? A maioria das pessoas não tem vontade de mudar, nem de lidar com a diversidade comportamental, intelectual, política, sexual. No caso da religião, então, sinto como se a coisa fosse ainda mais intensa: duvidar de um Deus, ou de uma Realidade/ Revelação, é negar coisa demais. As pessoas perdoam mais facilmente as "falhas" dos outros quando estas não se voltam contra sua noção de divindade, pois Deus ninguém deveria querer contrariar. Essa postura defensiva poderosa motiva, inclusive, a discriminação das variantes sexuais.
Mas voltemos ao ateísmo. Em algum lugar eu li, certa vez, que as pessoas votariam muito mais em um candidato a presidência negro, ou que se assuma homossexual, do que um ateu. Claro que eu não preferiria que os dados estivem invertidos, e os ateus gozassem mais da confiança da população. Num mundo ideal, eu preferiria que estas características não fossem relevantes, já que pouco tem a ver com a competência política de alguém, ou sua honestidade, que já é alguma coisa neste país. Mas a religiosidade do povo, tão difusa, aberta e festejada como tal, gera uma massa crédula e pouco tolerante no que concerne o direito das pessoas de simplesmente não acreditar em nada, e dizer por aí que não existe divindade- assim como podem dizer que o São Paulo é melhor que o Santos ou que a Fernanda Montenegro não é tão boa atriz.

21 pessoas pararam por aqui:

Camila disse...

Aline, o "né" também me matou por uns segundos esta semana. Alguns nés realmente matam qualquer possibilidade de discussão.

Sobre o ateísmo, há anos que minha posição quanto à existência de Deus tem tanta relevância na minha vida quanto a competência de times de futebol de São Paulo ou a qualidade dos dotes interpretativos de Fernanda Montenegro - ou seja, precisamente nenhuma.

E acho que você faz bem em não se deixar levar por polêmicas desgastantes com quem não está disposto a te ouvir. Para algumas coisas, mais vale confirmar a expectativa do outro, deixá-lo felizinho e move on com a própria vida. Lembro que durante a ampla divulgação que sofreu o caso da Isabella Nardoni, todo dia alguém vinha me perguntar alguma coisa, sob pretexto de eu ser psicóloga. Uns me perguntavam, "mas você viu que absurdo a entrevista do pai, está na cara que ele está mentindo!", outros "não acredito que foi ele - e você, o que acha, o que a Psicologia tem a dizer - não é possível tanta ruindade assim num ser humano!". Repare que ambas as perguntas não terminam com ponto de interrogação. Como explicar para essas pessoas que o caso Isabella simplesmente não me despertava nenhuma atenção ou interesse? Então eu simplesmente respondia "sim, claro, você está coberto de razão", a conversa acabava rápido e todos saíam satisfeitos.

Se bem que... Mentira. Algumas vezes não resisti à tentação de me divertir. Então eu respondia exatamente o contrário do que a expectativa do interlocutor indicava; e quando este manifestava enfim toda a sua indignação, eu respondia que na verdade não era eu quem estava afirmando aquilo, e sim a Psicologia - eu estava apenas respondendo com meus conhecimentos técnicos de psicóloga... A girl gotta have fun some times - NÉ? :P

aline disse...

ahhahahha

adorei o contra-ataque, camila, juro. acho que essas coisas ajudam a quebrar um pouco a mania dos discursos psi, agora que todo mundo é um psicólogo em potencial. :)

bjos

lu disse...

ué, mas são paulo ser melhor que o santos é um fato nu e cru! hahaha
é verdade, aline. as pessoas assumem mesmo que o que sentem/ pensam/ acham é universal... pequenice mental, pura e simples. não acho também que elas estejam dispostas a conversar com esse "né" aí. certa vc de ter preguiça!

se bem que eu ia gostar de presenciar uma conversa dessas da camila discursando com a propriedade da psicologia sobre o caso nardoni! hahahaha

aline disse...

Lu, entre meus amigos, qdo alguém diz alguma coisa legal e os outros concordam, a gente diz um "né?!", ao invés de "é mesmo!". Eu ia começar a te responder com um "né?!" desses. Ai eu vi que ele está começando a se repetir demais, né?! hahhahhaa

Sim, eu adoraria ver a Camila dando essa resposta a alguém. E manter a cara séria. Humor sádico estilo pai do Calvin, a-d-o-r-o!

Camila disse...

Hehehe - se quiserem, faço uma demonstração ao vivo pra vocês no sábado! Afinal... Vocês vão, NÉ?!? E atenção que esse "né" é daqueles que não admite discordância: a questão já está resolvida, vocês vão e pronto... ;)

aline disse...

olhe, não sei bem o que acontece no sábado, mas desconfio. Só que tem um probleminha: estou fora da cidade, do estado. No sábado, estarei em Natal. Então, boa festa pra ti!!!

(sotaque bom pega :)

luisa disse...

Há mais ou menos um mês fiz na minha casa uma "festa sem pintos" que começou com dança, comida e, evidentemente, muito álcool. Imaginem que, depois de algumas horas, mulheres alcoolizadas começaram a discutir O Sentido Da Vida.
Honestamente, nunca havia escutado argumentos tão descabidos. Eu admito que não só creio em Deus, como também que a religiosidade, para mim, é algo fundamental na minha vida.
Eu entendo perfeitamente as diferentes posições das pessoas sobre isso e, convivendo hoje em dia com tanta gente chinesa e muçulmana (no bairro onde trabalho são maioria!), é impressionante ver como a forma de vida deles se rege pela crença da maioria, coisa que se vê um pouco menos nos católicos..
Tive uma amiga que era católica e se tornou protestante de um dia para o outro, quando começou a justificar cada uma das suas (sic!) idéias com: "Jesus me disse...". Isso sim que me surprendia. A fé pode ser enorme, mas um "falei com jesus e ele me disse" é penoso. Entendo que talvez fosse só uma forma frequente que tem alguns grupos (não generalizo) de se expressar nesse sentido. A coisa é que não se dão conta que isso assuta mais que empatiza. Tomar por óbvio que as pessoas têm que pensar ou agir como você tranforma a comunicação em algo muito, muito incômodo.

Theo Weissmann disse...

Um dia, acompanhado de dois amigos, soltei um "evangélico é uma merda". Melhor isso que peido. Pior que isso: ambos o eram (evangélicos). Nunca mais falei com eles, então ficou tudo bem.

Na pesquisa havia 'negro, mulher, homossexual e ateu'. Da Veja, acho.

Mas, diga: você curtiu um Deus sive Natura, NÉÉÉÉ?

Theo Weissmann disse...

Vi um 'nardoni' solto aí e lembrei de um texto meu no Bricabraques ( http://obricabraque.blogspot.com ).

Ninguém leu. Todas aquelas mais de 500 visitas foram todas nossas, pra checar se isso ou aquilo tava legal. Vão ler, NÉÉÉÉ? (Adoro retórica forte).

aline disse...

Luisa, acho que a coisa toda está ai mesmo, nesse O sentido da vida. Eu gosto do assunto, gosto da falar sobre religiosidade mesmo sobre divindade. Mas sempre com os ouvidos abertos, e sobretudo sem nennhuma pretensão de mudar a opinião do meu interlocutor. Nem sempre isso acontece na contrapartida, é uma pena.
Quanto à sua amiga, esse pode ser apenas o primeiro passo. Daqui a pouco vem os outros vícios: chamar todo mundo de irmão e dizer "graças a deus" pra cada passo que se dá. É o esvaziamento da identidade.

Tristan, ainda que a historinha seja engraçada, não vou encorajar essas manifestações explícitas, pq sei que vc é bom em ironias e sarcasmos, coisa que aprecio muito mais...
Além disso, sim, sim, vou lá ler seu texto. bjo.

Thiérri disse...

dado: Hoje é mais fácil assumir a homosexualidade do que assumir a "ateidade" (irei patentear essa palavra, logo pela manhã)!!!
he he!!!

beijos!!!

aline disse...

Thi, vc me fez lembrar de uma coisa: uma amiga minha, que é lésbica, me disse uma vez que não gostava do termo "homossexualismo", porque esta terminação "ismo" parecia coisa e síndrome ou doença. Ninguém, ela disse, fala em heterossexualismo, porque é a norma. E por isso ela falava em homossexualidade. E eu concordo.
Quando vc disse que ia patentear a "ateidade", eu pensei em fazer graça e dizer "Thi, pode ser ateu, mas não assassina o português: é ateísmo". E percebi que o mesmo jogo de sufixos acontece: falamos em religiosidade e ateísmo. Se bem que dizemos também catolicismo, espiritismo, espiritualismo, protestantismo...

Tá, não se confirma tanto. Mas eu lembrei da história. :)
Bjos

ps. assumir a sexualidade pode ser mais fácil, ou parecer mais fácil, numa cidade como São Paulo. Não é tão simples assim, acredite.

Dedalus disse...

Cara Aline,

Não é difícil ser ateu, apenas: é difícil ser. Ser realmente, qualquer coisa, e não ser levado pela maré. Eu, até hoje, tenho dúvida de que existem seres humanos livres e independentes - às vezes eu acho alguém que parece promissor na internet, mas não dá para confiar na internet. No mundo real, só conheci estereótipos: homens que são o que se espera de homens, mulheres que são o que se espera de mulheres, todo mundo agindo como se espera de sua classe social. Acho que o mundo é isso: um mundo de formigas, bem comportadinhas, operárias, soldados e rainhas. Tudo bem, talvez em outro país a coisa seja diferente, mas aqui...

Um abraço!

aline disse...

Oi Dedalus

Eu concordo em partes com o que vc disse. Que as pessoas são o que se espera delas. Mas sob qual aspecto? Um homem é o que se espera de um homem, uma mulher é o que se espera de uma mulher. É meramente uma questão de gênero? Ou
de classe social, como vc disse?
Acho que ser completamente livre e independente, hoje, de fato é muito difícil e raro, mas eu acho que conheço pessoas que eu considere autênticas. Ainda assim, dentro de um certo grupo, sob determinados aspectos, elas são o que se espera delas. Porque relacionar-se gera expectativas. E não acho que isso implique necessariamente em comportamento formiga (acontece muito, mas veja, estou dizendo "necessariamente").

Dedalus disse...

Cara Aline,

A influência da biologia e da cultura sobre os seres humanos é enorme (em inglês há um termo para o estudo do embate dessas influências: "nature versus nurture"). Assim, os papéis de cada gênero e de cada classe social são, na quase totalidade das vezes, determinados pela biologia - se você nasceu homem ou mulher - e pela cultura em que se vive. Acho que são poucos os que conseguem se libertar dessas amarras - se é que alguém consegue. A religião parece ser uma dessas amarras que têm origem cultural e biológica: persiste na humanidade por ter sido útil a nossos antepassados - quem tinha 'talento natural' para ser religioso tinha mais chance de sobreviver e reproduzir (ainda hoje é assim: pessoas religiosas vivem, em média, mais tempo e têm mais filhos), e passava essa tendência para seus filhos. Quanto a escolhas sexuais, bem, não sei, não é o meu tema central, mas os papéis de macho e fêmea parecem ser assimilados pelas pessoas até mesmo intelectualmente: é muito baixa a probabilidade de uma menina escolher a carreira de físico, por exemplo - a causa é genética ou cultural? O que eu sei é que acho isso frustrante: as pessoas se limitam, e limitam assim o desenvolvimento da humanidade como um todo. Sorte sua que possa dizer "eu acho que conheço pessoas que eu considere autênticas". Eu não sei se posso dizer o mesmo, e se puder, os 'autênticos' que eu indicaria seriam todos homens: as mulheres, até onde as conheci, parecem - para mim - assumir o papel que se espera delas muito mais facilmente.

Um abraço!

aline disse...

Dedalus

Vejamos: você acha que as pessoas todas são determinadas por fatores biológicos e sociais e, assim, não há espaço para suas subjetividades. Ah, e as mulheres são ainda mais sucetíveis às pressões de seu corpo e sociedade. Bom. É uma teoria. Tradicional, inclusive.
Não nego a importância dos fatores biológicos e socias na constituição da identidade e personalidade das pessoas. Mas não acho que isso seja estanque, em primeiro lugar porque as respostas que damos às mesmas pressões, digamos, externas, são variadas. E acho que os estudos na área da psicologia e psicanálise abrem um campo vasto na compreensão do humano. Acho que a arte e criatividade desenvolvem papéis importantes. E a politização e o espírito crítico.
A pessoa mais autêntica e "contra a maré" que eu conheço é uma mulher. Que construiu, consciente e criticamente, sua individuação. Por meio da política, das relações sentimentais e amororsas que estabelece. Ela é incrível. Talvez vc esteja procurando no lugar errado. Talvez esteja olhando para as pessoas no geral, e as mulheres em especial, de um jeito duro. Não sei, é palpite.
A certeza quanto a supremacia desses fatores na determinação de um indivíduo envolve uma espécie de, han, crença, contra a qual eu não pretendo argumentar muito. Respeito sua opinião, como respeito a fé alheia.
E uma provocação: vc, apesar de seus genes e meio ambiente, vc é? Conseguiu soltar as amarras?

Dedalus disse...

Cara Aline,

Para usar um termo do primeiro comentário dessa postagem, não quero entrar em polêmicas desgastantes. Estou escrevendo esses comentários pensando neles como parte de um diálogo que me agrada. Espero que você esteja encarando desse modo também. Se não estiver, por favor, pelo menos não se zangue demais.

Posto isso, vamos ao assunto de nossa conversa: a sua provocação faz sentido - será que eu me libertei das amarras que eu aponto em todo mundo? Não sei mesmo. Em comparação com as pessoas do meio social em que nasci fiz tudo muito diferente. Em comparação com os meus colegas atuais de trabalho, faço as coisas ao menos um pouco diferente. Fiz um curso de biológicas numa universidade pública e não achei o bastante; fiz um curso de exatas na USP e não achei o bastante; fiz um curso de letras na USP e... Hoje sou professor universitário numa universidade pública, com doutorado na área de exatas, mas dou aulas de ecologia (e só com isso você já pode descobrir quem eu sou no mundo real). Contudo, quem eu sou ou o que eu fiz não é importante.

O importante não é se eu acredito ou não na "supremacia desses fatores na determinação de um indivíduo". O importante talvez seja saber se há ou não essa supremacia. Eu não sei, mas tudo o que vi nos meus mil anos de idade, seja na periferia do mundo onde nasci e me criei, seja no mundo mais sofisticado onde estudei, parece indicar - ao menos para mim - que a resposta é sim. Mas, admito, minha visão pode ser 'dura'. Não entendo nada de psicologia ou psicanálise. E, infelizmente, não conheci alguém (homem ou mulher) como essa mulher que você admira. Sinceramente, eu gostaria de dizer que admiro em especial alguma mulher intelectualmente - mas fora minha mãe, Émilie du Chatêlet, Emily Dickinson, Marie Curie e outras personagens não vivas, fica difícil. Aliás, aqui entra a minha provocação: você sabe quantas mulheres já ganharam um prêmio Nobel na área de ciências? Poucas, muito poucas: culpa da biologia, cultura, ou escolha delas, mulheres?

Um abraço (e obrigado pela conversa até agora)!

aline disse...

Oi Dedalus

Não me zango, não. Eu só acho que há um ponto de discordância entre nós que não se desfará. E que esta discussão se afasta do que eu quis dizer no post original, ainda que eu não me importe que ele seja só um ponto de partida pra outras coisas.
Poucas mulheres ganharam o Nobel. Assim como poucas escreveram, até muito recentemente. As que conseguiram, contudo, devem seu sucesso aos genes, à classe social ou a sua escolha?
Não sou especialista em determinismo social, nem na história das conquistas femininas. Sugiro que vc procure o blog A Feminista, q está no blogroll. A Mari tem muito mais condição de conversar sobre essas suas questões.

Dedalus disse...

Cara Aline,

Só para finalizar: obrigado pelo papo! E eu não acredito em discordâncias eternas, mas... Já visitei o blog da Mari - que agora cuida das olimpíadas: thank you once again!

Ah! Uma última dúvida: a imagem no fundo do título do blog é ou não de um vídeo de uma banda que está nos meus favoritos?

Um abraço!

Ricardo C. disse...

Cara Aline, cheguei aqui via Camila, recente "vizinha virtual" e já gostei da conversa, tanto quanto do título do blog.
De minha parte, no que diz respeito à religiosidade, arrumo ainda mais sarna para me coçar: me digo agnóstico, o que implica em ter que ficar explicando aos ateus que não sou um deles mas sem coragem de assumir, e explicar ao resto o que essa palavra esquisita significa...
O engraçado é que ainda assim me interesso bastante pelo tema da religiosidade humana, e já me dei ao trabalho de escrever alguns posts sobre o assunto.
Ponho cá o início de um deles, só pra papear:

Começando: sim, considero-me agnóstico. Alguns já sabem disso, e há sinais de minha posição em algum post neste mesmo blog. E não, isso não quer dizer que eu seja ateu. Não se trata da mesma coisa, e também já disse isso noutro canto. A diferença entre os dois é mais do que sutil: o ateu diz que Deus não existe, enquanto o agnóstico afirma que a existência de Deus é inacessível ou incognoscível ao entendimento humano, daí que é inútil perguntar-se sobre ela. Na prática, porém, muitos ateus e agnósticos dão importância semelhante para Deus em seus cotidianos: nenhuma, ou quase isso."

Abraços

Ricardo

aline disse...

oi Ricardo!

Seja muito bem vindo.. é tão legal conhecer gente nova através do blog. =)

Eu me interesso muito por religiosidade. Mesmo. é um dos meus assuntos favoritos. E não é porque eu tenho uma posição firme a respeito disso que eu ache que não vale a pena se fazer a pergunta. Acho que neste caso, como em muitos outros, a pergunta vale mais que qq resposta que se formule. Porque é uma questão propriamente humana, entende? É tão nosso, e diz tanto sobre nós, essa coisa de fé. E a imagem de deus, ou de deuses. É tudo tão interessante, se vc olhar d eum jeito mais, sei lá, distanciado. E por aí vai.
Enfim, o papo tem tudo pra render.
Tentei ler seu blog, mas estou na Sibéria das telcomunicações: o bairro de Aviação, na Praia Grande. Nem vento chega aqui, que dirá sinal de internet. Estou lutando com uma conexão safada. Seu link está aqui, pra um momento de navegação mais garantida. Fica em aberto. =)
um abraço.

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