6.11.08

relatos paulistas em terras cariocas: II

Rolou um insite na caixa de comentários do outro post.

"oi lu!! o importante é não pegar birra da cidade ou das pessoas que moram aqui por conta das aventuras. acontece em qualquer lugar e eu acho que ser estrangeiro inclui estar sucetível a roubadas. Nós passamos por poucas e boas emquanto moramos em Salvador. E eu passei por poucas e boas em Paris também...

Aliás, to começando a achar que eu sou meio azarada... =D

Pronto, toda minha desconfiança no outro se dissipa, eu entendo minha condição e me liberto: sou azarada, fazer o que? Não é culpa de ninguém, e se por ventura alguém tem a infelicidade de me causar algum perrengue, é mais por configuração cósmica do que inclinação moral, simplesmente tem que acontecer. Ter um som roubado acontece, ser dentro do estacionamento acontece, mas ver o prédio vizinho pegar fogo no mesmo fim de semana, isso tem um motivo. Ufa.

***

Agora que tudo está esclarecido, vamos às atualizações. As coisas acalmaram, já estamos instalados numa kitnet fofinha, barata e o senhorio é gente boa. Quesitos conforto, segurança e integridade financeira estão, portanto, bem assegurados. Estar morando aqui me fez lembrar da época em que eu morava na residência estudantil da faculdade. Lá eu conheci as pessoas mais esquisitas, mesquinhas e egoistas da minha vida. Mas também foi lá que eu conheci as mais generosas e interessantes. Não posso me queixar, e resumir aquela experiência a um amontoado de situações estressantes. Saí com poucos e bons amigos dessas repúblicas.
Aqui, dependemos muito de pessoas que eram desconhecidas até poucos dias atrás. E se tem gente querendo tirar proveito, encontramos algumas outras muito receptivas, solícitas, doces. E por causa delas nossa mudança tem sido suportável - porque a saudade, as encrencas e burocracias decorrentes de uma mudança são muito ruins de aguentar. O chefe do Paulo ofereceu um quarto na casa do filho quando soube que estávamos em hotel. Os donos do kit onde estamos já disseram mais de uma vez que nós não estamos sozinhos aqui. Esse tipo de coisa que conforta a alma e dá um impulso leve pra gente continuar a fazer as coisas que devem ser feitas: tocar a vida, enfim, com menos medo da cidade, das novidades, dos novos relacionamentos.
Hoje eu acordei, fui até a padaria comprar pão, olhei pras ruas e elas me pareceram menos estranhas. Já me sinto mais moradora daqui do que me sentia no sábado. Agora, ouvindo a música que vem do vizinho (acho que é Vanessa da Matta), sentindo um clima de chuva iminente, eu me sinto tranquila, como há dias não me sentia.

3 pessoas pararam por aqui:

Thiérri disse...

Já é praticamente uma cidadã carioca!!!

Graças a Deus que você e o irmão Paulo estão se adaptando!!!
falando em deus... visite um outro blog meu www.ateuspontocom.blogspot.com

beijos!!!!

aline disse...

"graças a deus"...? quem é vc e o que fez com meu amigo??????? D=<

Quantos blogs vc tem, Thi??

Thiérri disse...

no momento 3!!!
hauhauahuahha
Tenho o meu e fui chamado para ser autor de mais 2!!!

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