2.12.08

da leveza da vida acadêmica

Liminha diz:
ufs...

Liminha diz:
quase terminando...

aline diz:
oi? terminando o que?

Liminha diz:
de ler um artigo de 14 páginas de algo q eu não entendo...

Liminha diz:
mas o artigo eu entendi!

aline diz:
contraditório

Liminha diz:
eu não entendo muito bem a técnica, q é dificílima

Liminha diz:
mas o artigo foi inteligível

aline diz:
já é um passo

Liminha diz:
é

Liminha diz:
um passo pra não bombar na apresentação do mesmo artigo em questão pra alguém perito no artigo em questão

Liminha diz:
hauhauauhauhauahua

aline diz:
tá fácil, heim?

Liminha diz:
hauahuahahuhauahuahauh

Liminha diz:
se não tiver tb, faz diferença?

aline diz:
pra mim, não

aline diz:
nem pro especialista

aline diz:
pra vc, acho que faz

Liminha diz:
huahauhauhauhauhauhau

Liminha diz:
tb não, pq a apresentação será a mesma

aline diz:
então a questão em questão está resolvida, e vc pode sair pra tomar cerveja

Liminha diz:
hauhauhauhauhauhauhauahu

Liminha diz:
HAUHAUHAUAHUAHUAHAUHUAHUAHUAHAHAUHAU

Liminha diz:
valeu li

Liminha diz:
me divertiu bastante essa última ae

Liminha diz:
conta a do português agora

aline diz:
risadas garantidas ou seu dinheiro de volta

Liminha diz:
hauhauhauhauhauah

Liminha diz:
valeu!


Eu já disse que meu irmão é químico, né?. Então, é ainda melhor: ele é doutorando em bio-físico-química. Às vezes ele ri sem um motivo aparente. Mas nem é disso que eu ia falar. Sexta agora é a qualificação do meu mestrado, e por mais que eu tente não pensar nisso, eu só penso nisso. Já reli o trabalho 2 vezes, e achei um parágrafo que eu devia ter deletado. Era um rascunho, e por causa dele o texto está contraditório e inconsistente. Na época de entregar o relatório, não sei como, eu não vi esse maldito parágrafo. E agora eu vejo. E ouço um amigo imaginário (ou um orientador imaginário) dizendo no meu ouvido: contraditório e inconsistente. E pra mim é sempre um problema de avaliação. Quando professora, eu pauto tanto meu curso na avaliação. Que eu não deixo ser uma coisa tradicional, única, unilateral. A avaliação tem tudo a ver com as aulas que eu dou. Tantas coisas que eu levo em conta. E agora eu fico com medo de como a banca vai reagir, o que eles vão considerar na hora de ler meu trabalho. E como vai ser o debate, o que eles vão perguntar, etc. Tem pergunta que eu não sei responder. Se vierem com o pelo em ovo, eu não vou saber. Não estou nessa etapa do projeto. Eu ainda estou internalizando coisas, construindo um ponto de vista. E eu não usei uma bibliografia tradicional. E tenho medo que me perguntem a razão disso. Porque vou parecer insolente. E vai ficar meio evidente que meu orientador não ajudou em quase nada. Estou com a impressão de que eu fiz uma colcha de retalhos, e tentei dar alguma unidade pro monte de coisas que eu li.
Tem outra coisa. Naquele fatídico assalto, em agosto, levaram minha bolsa. E dentro dela, estava minha agenda. com as anotações de um ano de leitura. Todo mundo tem suas esquisitices, né? Na era digital, eu escrevo as coisas na agenda e só digito na última hora. Todas as idéias que eu tenho quando estou assim, distraída, eu escrevo na agenda. Eu tinha todo o esqueleto do texto feito. E, claro, eu não sabia de cabeça. Eu tinha a agenda, pra que gastar espaço na memória se está escrito? Depois, um dos professores da banca me escreveu pra saber como estava a dissertação. Contei os tristes acontecimentos, que tinha sido assaltada, que levaram meus apontamos mais importantes, que eu teria de recomeçar. Sem drama. Com elegãncia. Mas chorei minhas pitangas. A resposta dele? "Que triste sua estória, Aline". Quase morri. A gente sabe da diferença entre história e estória. Estória é ficção. ele deve ter achado que era uma desculpa esfarrapada. Tipo "meu cachorro comeu minha lição de casa". Olha a que ponto eu cheguei.
Eu lembro do que um amigo disse quando eu fui aprovada no programa de pós-graduação. Ele me abraçou e disse algo mais ou menos como: comer, dormir, estudar, ter vida social, ter os nervos intactos. Escolhe quatro.

7 pessoas pararam por aqui:

menina fê disse...

é bem como seu amigo disse mesmo... escolha! essa dedicação extrema nos deixa tão ansiosos e, diria eu, atordoados, que chegamos a "ouvir vozes" e a pensar que algo não está bom, não vamos dar conta dor recado!

pura ironia! uma armadilha! que essa dedicação extrema tenha como resultado uma história de sucesso!

bj grande da fê =D

Thiérri disse...

Sobre a primeira parte:
Textos, artigos e outras coisas gigantes onde você lê metade e não entende nada... como já leu a metade... vai até o fim e para sua surpresa... não entende nada... na segunda vez que lê... entende a idéia principal...

Por que diabos tem que escrever de uma maneira onde só quem tem QI acima de 300 pode entender???

Em RP existe um grande filho da puta chamado ROBERTO PORTO SIMÕES... cada página desse mala parece ter umas mil linhas... escreve da maneira mais difícil possível, uma coisa que pode ser de fácil entendimento...
Já me decidi, quando me formar vou pegar o livro desse cara e "traduzir" cada paragráfo de uma maneira de fácil enendimento... ganharei muito dinheiro com isso!!!

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Sobre a segunda parte:
Vou te contar que eu tenho essa paranóia... ser assaltado e levarem meu material da faculdade... celular, dinheiro... dá para recuperar. Documentos e anotações, complica muito para recuperar.

Theo Weissmann disse...

Aline, voltei. Não estou na pós, contudo, ao final de semestre eu escolho comer, ler e, se possível, dormir (amiúde durmo cerca de 4 horas por dia; literalmente por dia). Ah, e os nervos intactos, porque assim treinei durante anos.

É interessante o blog. talvez os efeitos sejam ainda mais interessantes: comumente me divirto e, sobre "como meus pais se conheceram" -daí o motivo deste parágrafo-, lacrimejei lendo apenas um período, uma frase, que se referia ao casal de poloneses.
Acabei de escrever 8 páginas sobre Rousseau e o segundo Discurso. Identifiquei-me logo com o tirano que, ordenando friamente a execução de seus semelhantes, punha-se aos prantos quando via uma tragédia clássica.

Dói. Mas é bom. Isso é o concreto, afinal.

lu disse...

ahahahaha
muito bom! eu devia ter descartado a vida social, mas como já estou com os nervos em frangalhos mesmo, hahaha, preciso sair mais.
mas ó. eu acho que ele usou estória sem pensar nisso aí... acho que foi um erro mesmo. tanto que nem se usa mais "estória".

goooooood girl disse...

i like your blog......

Gi disse...

Vi seu post sobre apartamentos no Rio. A coisa aqui é dificílima: caro e podrinho mesmo. Eu estou à caça de um quarto-sala ou conjugado pra comprar e preciso aguentar corretores ridículos, que furam, não comparecem aos encontros. Enfim.. estou cansadíssima. Tenho uma irmã na batalha pra alugar um 3 quartos há mais de um ano. E Copa é muito ruim, menina. E caro. Só é bom pra investidor alugar por temporada. Aí rende uma grana. Eu tô fora.

ops, a propósito: nem sei se você ainda está por aqui.

aline disse...

oi Fê!

obrigada pela força, foi tudo certinho. ufa, ufa. engraçado como os monstros são piores antes da gente olhar debaixo da cama, né? (meeeu, to tão etafórica hoje. minha veia literária tá hemorrágica)

Thi, esses artigos são um pé. Salvo um ou outro cara que é genial e dif´cil mesmo, a maioria é só encheção. Da-lhe paciência. E, dois, a paranoia é válida. Tenha medo e copias, pq eu me ferrei de verde e amarelo nessa história. Ainda bem que teve um final feliz.

Theo, essa regra nao se aplica a vc, meu bem. Vc supera todas as adversidades, até mesmo sua preguiça e seu tédio, quando vc encontra algo realmente estimulante. :)
Vc acha que essa dor é concreta? Procure um conto chamdo lágrimas de xerxes, de machado de assis. tem na net. e depois me diga o que achou :)

obrigada, gooood girl. ou seria "thank's"? :)

Oi Gi. Desisitmos do Rio, afinal. Tudo muito caro e velho. Fomos pra Niteri, que parece ser uma promessa de tranquilidade no meio da confusão metropolitana, e com um brinde: a vista pro Rio, que, convenhamos, é bonito sim :)
Eu odeio corretores. Já discuti feio com 3. Estou rumando pro 4o calhorda que eu vou desmascarar! haha

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