15.1.09

relatos paulistas em terras cariocas: V

Com esses últimos dias, daria pra escrever uma boa obra de auto-ajuda, com todos aqueles clichês sobre os obstáculos que nós mesmos nos infligimos, preocupar-se menos, confiar nos mais velhos, acreditar em si mesmo, arriscar e aproveitar as oportunidades, ou seja, manter aquela vibe positiva. Modelito do Sunscreen, manja? Ao invés disso, vou fazer um post mesmo.
É que a gente conseguiu achar uma casinha. Foi só mudar um pouco os planos, e em uma semana a gente conseguiu o que nos parecia impossível depois de quatro meses. Meus pais vieram ajudar, e, pronto, resolveu-se tudo. Quero dizer, quase tudo. E aí eu percebi que quis tanto um canto pra nós que esqueci de me preparar para o resto. Aquelas coisas que a gente precisa fazer numa casa vazia, como religar a luz, gás, telefone, internet, faxinar, escolher os móveis, improvisar enquanto eles não chegam, arrumar tudo, comprar utensílios, mantimento, roupa de cama, mesa, banho. E ainda tentar deixar a conta bancária inteira. Va lá, pelo menos respirando.
É preciso dizer que estamos mais ou menos no meio da lista, e eu já estou de saco cheio. Achando que esse tipo de tarefa não é tão divertido ou interessante e que eu queria logo que *a* vida começasse. Ninguém precisa me dizer que essa vida, assim, perfeita, não existe. Eu sei, porque mantenho algum vínculo com a realidade. Já me aplacaria ter uma mesa e um sofá, mas ainda faltam uns 20 dias corridos pra eles chegarem. A geladeira chega semana que vem. E eu sigo, aguardando os eletrodomésticos como se fossem visitas amadas e ilustres. Ansiosíssima. Claro, o fato de não precisar sair correndo daqui nos próximos 30 meses é algo que realmente me deixa feliz. Paulo fala isso pra mim toda noite, que aqui é nossa casa e daqui a dois meses continuará sendo. E eu tenho até CEP, vejam só. Os dias estão absolutamente lotados, a internet é escassa, mas cartas e postais, meus amigos, eu posso receber. Sou grata às luas de saturno por este conforto, ainda que agora eu tenha voltado ao estado natural de minh'alma, achando que tudo ainda está por fazer e ai, que preguiça.

Isso explica porque eu abandonei tão prontamente o projeto da obra de auto-ajuda.

8 pessoas pararam por aqui:

Thiérri disse...

ALINE DA SILVA LIMA!!!

Já te disse... quer ganhar dinheiro?? Escreve essa parada... não é pra ser auto-ajuda, pois isso é coisa de suicida sem grana pra um psicólogo ou sem telefone pra ligar pro CVV!!!

Escreve um bagulho de humor... um livro que tanto paulistas quanto cariocas comprem só pelo título e sinopse!!!

Eu até te ajudo a pontuar o que pode ser melhor explorado!!!!

Camila disse...

Aline, que excelente notícia - estou bem feliz (e, confesso, muito mais tranqüila) por vocês! Parabéns pelo achado, e saiba que entendo perfeitamente a importância que os eletrodomésticos subitamente passam a ter na nossa vida. Curta bastante cada liqüidificador e batedeira. :) Beijos aos 2!

Bruno disse...

Aline,

Sou leitor do seu blog há um tempinho - cheguei aqui através do blog da minha blogueira favorita, a Camila, que comentou aí acima.

Olha, isso que você está passando agora eu já passsei várias vezes e sei exatamente do que você está falando. Dá uma vontade danada de ver tudo pronto "pra começar a vida", e dá uma preguiiiiça também... Bom, se serve de consolo, passei por isso há 2 anos, quando cheguei a BH e passarei de novo daqui a 1 ano, quando deixarei BH sem destino definido ainda...

Bj

Daniela disse...

Ai que coisa boa, flor. a nossa casinha vazia ainda é mellhor do que uma casa mobiliada emprestada. E o eletrodoméstico que eu mais senti falta disparado foi a maquina de lavar. Mas, thank God, acabei de ganhar 50% dela de presente...rs

Beijos, beijos pra vc e pro Paulo.

Tô muito feliz que essa enorme coisa pendente nao é mais pendente. E ânimo pra as inúmeras pendenciazinhas.

lu disse...

ai, que preguiça mesmo. mas é uma delícia quando as coisas já estão mais ou menos ajeitadinhas. muita boa sorte na sua casinha nova! que vocês sejam felizes demais aí.
beijo!

Jurandir Paulo disse...

Aline, eu tenho um quase trauma por ter quando criança mudado trocentas vezes com a família. Sonhava um dia um lugar para fincar raízes. Ver uma plantinha crescer. Manter os amigos da rua. Quando consegui, já com fartos cabelos brancos, grudei num pedaço da cidade por 10 anos. Ainda achando pouco. Daí, você vai entender que estou em pânico pelo fato de que necessito agora aumentar a casa, movendo meus caixotes para outro canto. Brrrrr!!!!

Daniele disse...

tô ouvindo beatles
SAUDADE :(((((((

aline disse...

Gente, comofas quando a gente quer dar um abarço em todo mundo da caixa de comentários?

Thi... que preguiça de escrever um livro. Lembre-se que vc é o empreendedor, eu não. :)

Bruno, seja bem vindo!

Camila, Lu, Dani, Dani, beijos, beijos pra vcs.

Jurandir, eu não me mudei tantas vezes na infância, mas passei por algumas delas ao longo da vida. E sei que em dois ou três anos mudo de novo. É preciso respirirar fundo, porque gostar, eu tbm não gosto.

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