31.3.09

aumentando a produtividade

Interrompemos a programação para a postagem de um comercial que me fez dar risadas.
Esse vídeo me fez lembrar da última escola em que trabalhei. Era gerida por um grêmio universitário que, a cada ano, mudava a diretoria por causa das eleições. O ambiente era até descontraído, sem grandes paranóias. A garotada queria mais era o dinheiro das matrículas pras festas e cervejadas. Alguns dos secretários, inclusive, eram alunos da faculdade que faziam um bico lá. Um deles era meio pinéu. Ele incorporva totalmente o papo da eficiência. Tipo chegar na sala dos professores cinco minutos antes do horário da aula e começar a enxotar a gente. Ou comentar, como quem não quer nada, que "sua turma já deve estar com saudades de você". Comigo ele simpatizava. Disse-me umas duas vezes que não olhava no relógio quando eu chegava. Como se houvesse controle. Mas ele dizia que era sua obrigação. Que ele já tinha ouvido muito professor pedir pra ele quebrar o galho. Na verdade, ninguém dava a mínima se estava cinco minutos adiantado ou atrasado. A coisa é que esse cara achava que tinha poder ou influência sobre nós. Era ele quem distribuia os questionários de avaliação dos professores. Então ele fazia um clima de mistério antes de comentar se você tinha sido bem avaliado. E acabava espalhando quem eram os bons e os maus profissionais. E às vezes ele demorava a trocar o refil do bebedouro. Pra gente subir antes e beber água nos bebedouros dos corredores em que ficavam as salas. Uma vez eu dei uma aula a mais pra minha turma. Contei errado no calendário. Essa aula não seria paga. Foi ele quem me avisou, mas só depois da aula ter acabado. Sorriu e disse que eu tinha generosamente doado uma aula pra escola. Destestável mesmo. Um dos professores de francês era um cara da Costa do Marfim. Muito calado, muito discreto. Um dia, quando o secretário veio avisar que faltavam cinco minutos pro começo da aula, esse professor abaixou a cabeça e falou baixinho "ele me lembra os colonizadores belgas do meu país".

Paulo tem trocentos vídeos que zoam o ambiente corporativo. É o tipo de coisa que o pessoal do escritório coleciona. Não conheço nenhum outro ambiente de trabalho em que as pessoas gostem tanto de rir das próprias desgraças.

3 pessoas pararam por aqui:

Marcus disse...

Que coisa, hein? De qualquer jeito, uma história divertida.

Tem gente que, se tiver um tiquinho assim de poder, vai ficar ostentando e abusando desse poder (real ou imaginário).

aline disse...

Verdade. Esse cara dava nos nervos, mas só porque não podia nada. Se fosse coordenador, daria arrepios.

Sabina disse...

eu vou mostrar esse video no meu trabalho, o pessoal vai adorar e rir muito, com certeza!
rsrsrsrsrs

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