8.4.09

da religiosidade (minha e alheia)

Minha avó tem úlcera varicosa há uns 10 anos. Durante os 3 ou 4 longos primeiros anos de moléstia, estava correndo sério risco de ter sua perna amputada. Eu preciso dizer que minha vozinha é meu xodó, e essa ameaça sobre a integridade de seu corpo estava me deixando muito abalada. Um dia, sentada junto dela, fiquei com os olhos estanques na ferida grande, purulenta, feia. O osso quase exposto. E a vó, serena. Era um contraste insuportável, a repulsa e a ternura que eu sentia. Enfim. Perguntei se ela sentia dor. Ela disse que sim, e sorriu. Eu devo ter feito a pior cara do mundo, porque ela suspirou e disse "fica calma, fia, que vai dar tudo certo. Tenho certeza de que Deus vai cuidar da minha perna."

***

Tão difícil, pra mim, falar sobre religião, fé, ateísmo. Mal cabe numa opinião, sei lá se cabe em post. Mas acho que os últimos que escrevi meio que levam a este. Então tá. Eu comecei com a história da perna da Tida porque foi nesse exato segundo. Eu percebi que não era capaz de sentir essa tranquilidade frente à dor ou incerteza. Mas ela podia. Eu me senti muito longe dessa capacidade de entrega. Pois é isso, não é? Uma entrega. Não consigo. É puramente sentimental, o meu caso. Não sinto isso que chamam de fé. Não sinto que há algo mantendo as coisas equilibradas, sequer olhando pra cá. A dita ingerência do Fulano poderia ser um fator para despertar minhas suspeitas, mas o mundo já era cruel enquanto eu ainda tinha alguma fé e religiosidade. Foi mesmo a falta de ligação, foi o não-sentir, resultado de um processo de distanciamento e mudança. A partir dessa constatação, uma série de certezas e ideias que eu tinha foram postas à prova. E reformuladas na medida em que eu achasse mais coerente, interessante, procedente. Os cursos, professores, conversas, textos que mais me tocaram a alma vierem nesse sentido, de reforçar a laicização de toda existência.Works for me.
Isso não implica necessariamente em ódio ou desprezo às religiões, aos crentes ou sacerdotes. Mas há que se pontuar. As religiões não são todas parecidas, nem os crentes ou os sacerdotes. O maior equívoco nessa suposta discussão entre ateus e religiosos é colocar no mesmo balaio todas as religiões, como se elas pudessem se aproximar meramente por antagonismo à falta de crença de um grupo de pessoas que sequer se organizam (porque, né, não existe um templo ou organização ateísta).
O principal é dizer que eu gosto do rastro xamânico que, de um jeito ou de outro, existe nas religiões. Todas tem seus ritos, lidam com o sagrado, com a suspensão da realidade cotidiana pra oferecer a verdade àqueles que creem e aceitam. Gosto do pacto coletivo que se estabelece entre sacerdote e crentes para a instauração de uma narrativa que explique e ordene a existência. E gosto do poder que a palavra, o canto, a dança, o ritual tem. É que eu vejo beleza nisso. Nessa entrega de que eu tava falando. E não penso que a religião seja um fenômeno puramente emocional, nem que precise da irracionalidade para manter-se. Acho que uma afirmação dessas é meio elistista, meio preconceituosa. Porque atrela demais a religião e o religioso modernos aos paradigmas primitivos. Não é mesmo o caso.
Também não costumo pensar na religião como uma necessidade humana. Sublinho que não sou antropóloga, socióloga, filósofa ou psicóloga. Minha bagagem é outra. Vou até reformular: religião não se resume à necessidade humana, e não é interessante por causa desse aspecto. Eu imagino que necessidade seja uma coisa mais elementar, fisiológica mesmo, tipo alimento, água, ar. Ninguém sobrevive sem isso. Dá pra viver sem religião, e bem (dá até pra desenvolver sensibilidade e moralidade fora dela, vejam só). Como eu disse, o interesse e a manutenção estão em sua beleza. Em colocar um sentido nas coisas, em encaixar sua narrativa, pequena, minúscula, numa maior e sagrada. Ver fundamento e finalidade na dor, por exemplo. Supera-la, inclusive. A aceitação dos deuses, das almas, dos mitos não se dá sobre uma verdade histórica, mas sobre uma espécie de verdade poética. Ponto em que a experiência mística e a experiência artística se cruzam. Eis o maior elogio que eu poderia fazer à religião, de um modo muito geral.

***

Meu ponto de implicância com as religiões no geral e a igreja católica em particular se dá, é preciso ressaltar, nos espaços laicos em que o sagrado não deve se pronunciar. A política lida apenas com o profano laico. E como tal deve ser abordado. Com política eu quero dizer todas as questões relativas à vida na polis. Às decisões que tomamos enquanto civilização. Se aborto é permitido ou não. Se pena de morte, se o casamento gay, a doação de órgãos, a pesquisa com células-tronco, o uso de preservativos, a educação sexual nas escolas, a emancipação feminina, se todas essas coisas serão ou não aceitas na nossa civilização, isso em nada tem a ver com as estórias fundamentais que orientam um determinado grupo de religiosos. Os mitos não podem, em nenhuma instância, servir de base de argumentação pra uma decisão que se estenderá a todas as pessoas, pertencentes ou não àquele grupo religioso. Eu aceito perfeitamente que uma mulher católica gere uma gravidez, ainda que indesejada, porque crê que o feto tem alma e isso supera qualquer dificuldade. Mas não aceito tão bem que ela tome essa decisão porque o padre ou sua comunidade a coagiu. E não aceito de jeito nenhum que a opinião dela prevaleça sobre a minha se eu quiser tomar uma decisão dessas. Vale pra todo o resto. Tive um amigo gay que era cristão fervoroso. Ele praticava o celibato. Eu acho isso tonto. Mas beleza, direito dele de exercer ou não a própria sexualidade. Acredito muito na capacidade de discernimento desse amigo. Que continuava amigo porque nunca ousou condenar ou julgar outros amigos nossos, gays e sexualmente ativos. Porque a decisão dele era... só dele. A coisa da religião é manter em perspectiva que as verdades universais e absolutas são válidas pra um grupo restrito e fechado. Fora desses limites, há uma zona em que as certezas mais firmes devem ser mantidas com muita cautela.
No mais, acho mais interessante que os fiéis, independente de sua religião, tenham em mente sobre quais terras sua instituição se fundou. Eu sei que a religiosidade de cada um é algo de foro íntimo. Mas a partir do momento em que externalizamos a escolha, o alinhamento ideológico está posto. Concordar é o de menos. Não há nenhuma relevância em concordar ou discordar dos atos de uma instituição que hoje nos parecem equivocados. A questão está em reproduzir os conceitos que viabilizaram os equívocos - que, geralmente, estão ligados à aniquilação de formas de existência variantes. Sobretudo, penso, a maior responsabilidade de um religioso, frente à sociedade à qual pertence, é saber que ele integra e mantém viva uma tradição. A trajetória dessa tradição, se benéfica, indiferente ou nociva à todos os outros que dela não fizeram parte, não pode ser deixada para trás, enterrada como os homens: pois ela os supera e continua. Acho mesmo que a herança católica é uma das mais violentas e intolerantes com os que a ela não aderem. Isso estende-se à maioria das instituiões cristãs. A maior das ironias. Já que a mensagem de Cristo baseia-se quase exclusivamente no amor ao próximo. Os cristãos, no entanto, insistem mais no valor do sacrifício e da expurgação da culpa. O lamentável erro de foco.


(Timidamente, esse post é pro Ricardo C. Não chega a ser um comentário aos 1, 2, 3 posts que você escreveu, mas é mais ou menos um apanhado das minhas impressões dos meus pensamentos mais fortes sobre o assunto. Daqui, talvez, a gente continue.)

Adendo. A perna da minha avó melhorou. Fechou a ferida, diminuiu a dor. Ainda é sensível, a perna dela, mas os médicos disseram que ela não tinha chances de salvar a perna. Eu sei que coisas assim acontecem. Minha avó acha que foi Deus. Eu achava que os médicos tinham desistido cedo demais. Hoje eu acho que foi ela. Mas fica, sim, uma dúvida. Ainda que essa experiência não seja suficiente pra mudar esse meu não-sentimento.

16 pessoas pararam por aqui:

Ricardo C. disse...

Aline, são dez para as oito da manhã, e acabei de ler o teu belo, belíssimo post.
Saio em dez minutos e terei um dia cheio, por isso não posso dialogar agora com as tuas reflexões. Mas fico muito honrado por vc dedicar esse post para mim, para ver o que uma ateia e um agnóstico podem conversar sobre religião e religiosidade. Ah, e dá tempo de reiterar o que disse linhas acima: belo, belíssimo post!

Bjs,

Ricardo

Ricardo C. disse...

P.S. Vou voltar aqui e comentar direito, viu?

Erika disse...

belíssimo post! [2]

duas coisas que pensei enquanto lia o post: que eu só declaro que sou católica pra não confrontar minha mãe, ou pra fugir do aliciamento dos evangélicos.

E das aulas de filosofia de um prof que adorava repetir nietzsche dizendo que 'único cristão que existiu morreu na cruz.'

beijo!

lu disse...

uma tarefa que eu tenho agora é escrever uma monografia sobre isso e fazer uma prova, quer dizer, a monografia e a prova são o de menos frente ao desenrolar dos fatos que você sabe quais são. não vou falar mto sobre isso aqui que não é o espaço, mas eu estou com a sensibilidade voltada pra isso e andei lendo e escrevendo sobre por conta disso aí. esse post me ajudou bastante... não vou repetir que é belíssimo porque todo o mundo já sabe que eu tou no coro dos fãs ;) mas depois quero conversar contigo, não por comentário, sobre essas coisas - tipo um help mesmo.
beijinhos

aline disse...

Ricardo, obrigada. Eu ia gostar muito de continuar a conversa. Mas, como sempre, ao longo do tempo e das disposições.

O mesmo vale pra vc, Erika. :)
Como assim, fugir do aliciamento dos evangélicos?
Eu adorei o que seu professor disse. Geralmente, professores de filosofia e sociologia são as pessoas com mais capacidade pra fazer boas sacadas. :)

Lu. Ce sabe. É só me escrever. Ou aparecer no msn (e e avisar, que eu não ligo aquilo quase nunca). Mas não garanto que eu possa ajudar muito, não.

a todos, :******

Erika disse...

Uai, nenhum evangélico tentou te aliciar? Sorte sua.

Ah, meus pais são comerciantes e sempre estou na loja, então todos os clientes acham que me conhecem e se sentem no direito de serem meus amigos, e sempre tem um pra passar sermão ou tentar me levar pra igreja. Certa vez um chato me perguntou se eu era católica e eu percebi que ele ia tentar me 'aliciar' pra igreja dele, daí a anta aqui soltou, muito obrigado eu sou católica apostólica romana!!! Pra que? Ele me interrogou, fez milhares de perguntas e descobriu que eu não sabia o que estava falando.

Então, dizer que sou católica (apostólica romana rs..) só me serve pra fugir de algum evangélico que quer me tornar irmã! ou pra ficar em paz com minha mãe. Ou seja, a religião que eu digo seguir é uma espécie de muleta, ou de escudo, contra pelação de saco.

Assim como vc eu tenho esse não-sentimento.

Seu texto me lembra muito das aulas de filosofia... Pra esse professor não deveria ser 'cristianismo' e sim 'paulinismo'...

beijo!

aline disse...

Ahn.... hahahahahha
Nossa, já aconteceu comigo sim. Poucas vezes, mas já. Acho que minha resposta é meio que broxante, pq digo a verdade: era católica, passei a espírita, depois mahikari, agnóstica e enfim atéia. Ninguém se animou a continuar.

:**

Erika disse...

Se eu falar que sou aspirante a atéia ou agnóstica é ai que a conversa vai render. Evangélicos são insistentes nessas bandas de cá. rs..

bj

lu disse...

fala que é judia, sempre funciona. a não ser uma vez que a mulher quase teve um treco, começou a hiperventilar e berrar que os judeus mataram jesus hahahahahaha
eu tinha uma amiga que falava que adorava o demônio, com cara séria e os olhos arregalados. funcionava, mas acho que tem que ter a cara certa!

Ricardo C. disse...

Aline, de novo correndo, só vai dar pra voltar aqui amanhã à tarde, quando virá um sujeito colocar azulejos na minha cozinha e serei forçado a ficar em casa, hehe!

Mas só para brincar um pouco com o tema, dê uma lidinha num conto bem-humorado que narra o encontro de um agnóstico com duas Testemunhas de Jeová na rodoviária de Nanuque. (O título, Mescalina, psilocibina e azeite de dendê já levou muita gente para o blog atrás de alucinógenos, hehe!)

Bjs e até amanhã.

Ricardo C. disse...

Primeiro, que bom que a perna da tua avó melhorou. Como não sou nenhum médico envolvido em pesquisas sobre processos infecciosos, não me importo muito por não saber o que fez a sua avó melhorar, mas muito me alegra que algum tipo de sofrimento tenha diminuído para ela e para os que gostam dela.

Teu post levanta várias questões, então começo pela mais fácil: 1) a separação entre religião e Estado, e a laicidade deste último. Tenho fé (hehe!) nessa separação! Mas a ingerência explícita da primeira não me parece de todo ruim... Calma, explico! Prefiro as coisas à vista, o debate explícito, do que a falta de debate. Isso por entender que o grande perigo é que essa falta signifique a existência de uma ingerência implícita, silenciosa das religiões sobre as políticas que norteiam a vida de toda a sociedade. (Que é certo que ainda existe em alguma medida.) Quanto mais explícito, mais possibilidade de discussão, e todos os atores sociais seguiriam em condições de manter o debate vivo.

2) Vc foi muito feliz nos cuidados com que tratou alguns aspectos das religiões e da religiosidade (distingo as duas, embora saiba que se interpenetram). Meu acento vai para sua atenção à diversidade religiosa e para o cuidado em não enquadrar as tradições religiosas em mero "primitivismo a ser superado pelo amadurecimento (ou evolução) da humanidade". Achei bacana vc não pôr tudo no mesmo balaio, pq simplesmente jogaria fora muita riqueza, complexidade e mistério que acompanham a história da humanidade — e não falo da riqueza depositada no Banco Ambrosiano ou que se vê no museu do Vaticano e em milhares de igrejas pelo mundo...

3) Sentir fé, tendo esse "sentir" como medida, indicador inequívoco da primeira... Bom, não sei se é o melhor indicador, mas ao menos é algum! Considero sua reflexão muito importante, fundamental mesmo. Pq como apontei lá nos posts q vc lincou (onde falo que haveria uma distinção entre crença e fé religiosas), a reflexão, entendida como possibilidade de pôr algo em dúvida, de questionar o seu objeto, não cabe na dinâmica da crença. Assim sendo, ponto para a sua reflexão, embora o teu texto sugira, para mim (sublinho o "para mim"), que não se trata de uma questão fechada e 100% confortável. Mas cá entre nós, num momento da humanidade em que a ciência virou a guardiã do que seria o mais reconhecido "método para se chegar (precária, temporária e probabilisticamente) à verdade", nada melhor do que manter viva a "tradição da "dúvida metódica", não? Sem falar que desconfio de gente convicta, cheia de certezas...

Obs. sobre a frase que fecha o item anterior: não desmereço certo tipo de "saber pré-reflexivo", do qual suspeito ter visto traços no discurso da sua avó. E cabe mais um adendo a isso que chamei de "pré-reflexivo" (diferente de "primitivo"): por mais que ela expresse suas convicções sobre o ocorrido usando um discurso convencional e recorrente aos religiosos, minha experiência nesses assuntos me leva a suspeitar que há uma dimensão da experiência dela que não precisa ser atrelada a esse tipo de discurso. É algo que ela sabe, ponto. E se não for de todo ela, o corpo dela certamente sabe.

Bjs agnósticos!

Ricardo C. disse...

"Pq como apontei lá nos posts q vc lincou (onde falo que haveria uma distinção entre crença e fé religiosas), QUE a reflexão..."

aline disse...

Ricardo, vou manter os tópicos porque adoro. Fora de ordem, porque sou caótica :)

3) Sim, o sentir foi minha primeira régua. Mas como eu disse, foi um start. Eu não sinto fé E não acredito que exista deus(es). É uma negação firme, que se dá em duas instâncias: emocional e racional. Mas é profundamente pessoal isso. O primeiro passo pro desenvolvimento de uma espiritualidade, seja como aceitação de um aparato formal religioso ou como dúvida existencial é individual. Acho legal a metáfora do "deixar entrar no coração", que vários cristãos usam. Porque a etapa inicial do processo de conversão é essa mesma: abrir espaço pra que algo externo se instaure e se torne parte de você. O curioso é que eu não gostaria que todas as pessoas se tornassem atéias. Não acho que o mundo seria melhor sem nenhum traço de crença, ou nenhuma religião. Aliás, eu acho a postura agnóstica muito mais responsável do que o ateísmo. Prima pelo equilíbrio, pela dúvida. Que é de longe mais interessante. Mas, como eu disse, não percebo em mim esse traço de dúvida. Esse "será?" ou o "talvez" necessários. Por ora, claro. ;)

2)Pois é. A religiosidade viabiliza riqueza espiritual. E as religiões detêm uma parte interessante e belíssima das fabulações. O sublime, o sagrado não são apenas conceitos religiosos. São narrativas. E aí elas passam a dialogar comigo de maneira muito íntima. Gosto demais, mesmo.

1)Veja que situação delicada. Tbm sou a favor do debate. Os atores sociais tem sim direito a voz. É uma abstração isso, e eu concordo com ela. Só que quando lidamos com a legislação, por exemplo, não cabe o argumento do sagrado. Porque o sagrado é inflexível. Não há nuances, ou excessões ou contradições no sagrado. Ele é absoluto, definitivo e excludente. E a sociedade, penso, não pode ser assim. Porque se torna fascista. Acho que se o único motivo para uma sociedade aceitar ou recusar algo é uma máxima religiosa, é porque o debate falhou. Ou empobreceu. Não quer dizer que os religiosos sejam pobres ou irracionais. Individualmente, não são. Mas quer dizer que não há um desdobramento ético aceitável que contemple aqueles que não fizeram o pacto religioso. Eu sei que é muito complicado, porque numa democracia todos tem direito a voz. E ter voz significa ter sua opnião levada em conta. E ai eu não sei mesmo como sair disso. O que eu não gosto, e acontece, é a religião de uns determinar a legislação sobre o corpo de todos. E a gente sabe que alguns dos valores oriundos da moralidade religiosa são nocivos. O machismo, a homofobia, o anti-semitismo, a intolerância racial estão aí pra mostrar.

(beijo ateu soa pior que beijo de judas?)
então... abraço :)

Mariê disse...

Oi, Aline, hoje é a primeira vez que entro no blog e preciso dizer que estou gostando demais.
Li todos os posts acima e pretendo ler os anteriores também, pq me identifiquei bastante com tua escrita, mas principalmente este, sobre religião e ateísmo.
Pq reflete em muitos ângulos os meus próprios pensamentos (embora eu não consiga desenvolve-los com a mesma beleza e eficiência).
De qualquer modo, quero dizer que serei visita frequente de hoje em diante. Ja esta nos meus favoritos.
Grande abraço

aline disse...

Oi Mariê. Obrigada, seja bem vinda! :)

Abraço

Sabina disse...

Sou mais parecida com o Ricardo, sou agnostica. Não consigo acreditar no deus como muitos imaginam, com barba branca, mas tambem nao posso afirmar que nao existe nada, que a gente simplismente acaba depois que morre.

mas o seu texto dá o que pensar!!

bjs

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