20.5.09

the big bang theory só pra mim

Flashback narrativo. A Dani trabalhava numa biblioteca onde 2 coleguinhas tornavam a vida menos prazerosa e a chefe muito sonsamente fingia não perceber. Aí gritaram com ela uma vez, ela chorou, engoliu, passou, gritaram a segunda, ela disse "che-ga!, que eu não tenho que ouvir desaforo", foi na chefe da chefe, falou tudinho e conseguiu uma transferência nova, perfumada e macia só pra ela. A história é bem mais dramática, mas que importa se o final é feliz, não é mesmo?

Peripécia e chance de clímax. Aí no pequeno fórum familiar diário, promovido pelo agrupamento infinito de mensagens do gmail, ela lança a pergunta:

Então, pessoas: eu fiquei com uma chave de um armario lá da biblioteca (nao é nada importante que alguém vá dar falta, mas fiquei). Pensei em avisar em mandar entregar ou... passar lá e ter o prazer de entregar pra Chefe Sonsa sem falar absolutamente nada do tipo "gostei de trabalhar aqui" (puta mentira) e nem a verdade "sua vaca burra mau-caráter e incompetente, to dando graças a deus que me tiraram dessa espelunca". E ainda passar por ex-Coleguinha 1 e ex-Coleguinha 2 e comentar 1) quem é a ridícula agora? 2) caramba, quanto livro pra guardar, heim... 3) nada, só dar um tchauzinho...
Que que cês acham?

Personagens.

Eu: hahahha...Todas as opções são boas, mas Coleguinhas podem se descontrolar e te ofender etc... Pode ser super estressante. Ou não?

Paulo: Minha opção favorita seria esta sequencia de eventos:
1- ir lá pra entregar
2- não falar nada e dar a chave
3- comentar 'caramba qto livro pra guardar...'
Mas essa não é necessariamente uma opção sábia, claro...

Mãe: Dani, acho que no momento vc não deve fazer nada, dá um tempo, sai de cena... não vai faltar oportunidade pra "revanche"...

Filipe: Do que vcs tão falando, gente ? :P
bjos a todos

Eu: da Dani devolver as chaves na biblioteca, uai

Dani: vc não acopanha as msgs não??

Filipe: ah, nem sempre dá tempo.
as conversas evoluem em velocidades maiores do que a minha velocidade de abri-las.

ou seja, vamos supor q a velocidade de conversa seja V (é um vetor, pessoal) e a minha velociade seja v (também um vetor). No caso, lVl > lvl. Aqui, comparamos os módulos, pessoal.

Ou, de forma análoga, vamos trabalhar com taxas. A taxa de evolução de conversa, é de dc/dt e a minha velocidade de abrir e-mails é de de/dt. Neste caso, c é a função que descreve as conversas no tempo e e é a função q descreve a abertura dos emails em função do tempo. neste caso, novamente, dc/dt > de/dt. acredito que as segundas derivadas também guardem esta relação de grandeza.
eu poderia descrever de outras formas, mas nenhuma seria tão clara quanto as acima enviadas.
sem mais, Filipe.

Dani: #nenli.

Anti-Clímax. Pois é. The Big Bang Theory existe, e é aqui. Meu irmão define o conceito de hardnerd na minha vida. Fiquem sabendo que é piada isso aí que ele faz, de colocar uma derivada* no meio e desvirtuar uma conversa relevante sobre vingança e espezinhação. Mas fiquem sabendo também que esse tipo de piada é super frequente. Eu achava que nerd era uma pessoa que estudava muito, sabia tudo e tirava notas impecáveis. Mas esse é um aluno aplicado, no máximo um cdf. Porque nerd, nerd mesmo, é um tipo diferente de pessoa. Tudo ficou mais claro quando eu comecei a assistir essa série. Aliás, um dos professores de física do Fi levou o episódio (imperdível) da festa a fantasia pra explicar o Efeito Doppler. Disse que esse era um conceito que merecia ser explicado por um especialista. Juro. Só pra vocês verem a que ponto chegamos.

* Como eu sei que é uma derivada ? Porque Paulo gargalhou com essa mensagem e me disse, depois de retomar o fôlego. Oh, sim, Paulo é um deles. Entre ele e o Filipe há uma identificação total e convergência de interesses nerds. O Sheldon, aliás, seria uma aproximação justa de um cruzamento entre os dois.

Às vezes o Filipe tenta fazer essas piadinhas com meu pai, que olha meio desolé pra ele e diz "esse moleque ficou xarope".

Desfecho. A chave ainda está lá, na nova mesa de trabalho da Dani.

13 pessoas pararam por aqui:

Ricardo C. disse...

Entendi muito pouco do que o Filipe escreveu, ainda que o sentido esteja razoavelmente claro. Reputo esse pouco que entendi ao fato de assistir regularmente The Big Bang Theory e me escangalhar de rir com o Sheldon. Pena que eles vão passar 3 meses no ártico… (Sinal de que vi o último episódio da temporada…!)
;-)

aline disse...

pois é. somos duas.
mas vc sabia que eu tenho uma amiga, que é totalmente excelente em filosofia e pensou em prestar química?? fiquei perpleta quando eu soube. se bem que eu nunca contei pra essa amiga que eu considerei fazer matemática, era super boa e tal.

hoje, isso aí pra mim é chinês. :)

lu disse...

hahahaha
essa é uma linguagem que eu não entendo e jamais seria capaz de sequer começar a esboçar talvez num dia remoto uma pontinhazinha de entendimento… meu cérebro se recusa, fecha sem previsão de retorno só de começar a ler essas fórmulas.

aline disse...

eu agradeço à nossa senhara da banda larga.

eu estava esperando terminar a temporada, pq detesto assistir um episódio de 30 minutos por semana. fico curiosa e tal. então, se acabou, chegou minha vez. uhuuuu

Ricardo C. disse...

Sim, acabou, e suponho que os 3 meses no ártico correspondam ao tempo que falta para a próxima temporada.

Ah, não se preocupe, os detalhes engraçadíssimos sobre o assunto não se perderam com esse spoilerzinho de nada. E assista logo, pq esta última temporada foi divertidíssima!

aline disse...

Eu não ia me cansar do Sheldon nunca. Eu rio até cansar também…

Como assim, 3 meses no ártico? A segunda temporada já acabou? Que informação privilegiada é essa? (crise de fã)

Eu não comecei a segunda ainda, vamos começar a assistir em breve, eu espero.

aline disse...

hahaahhahahaha

eu adorei a resposta da dani: #nenli

eu ri tanto!! eu li esse pás-quás-quás matemático todo só porque eu sabia que era piada, e vc sabe como é nosso jeito de conversar entre a gente. e eu adoro um nerd tbm, prontofalei.

eu lembro desse episódio… muito bom, né? mas eu já tinha essa mania. O.o

Arthur disse...

Eu parei de tentar entender depois de “vamos supor”, tenho trauma de matemática e coisas que envolvam algarismos, é um relacionamento conturbado de amor e ódio que se iniciou depois de uma fatídica aula com uma professora terrível.
Do Big bang theory: até hoje eu deito no sofá com os pés voltados para a porta por causa do Sheldon. =D

lu disse...

hahaha, sua amiga que adora química sempre foi uma negação pra entender matemática… ser boa em matemática pra mim é outro povo, de um outro mundo, no qual eu tenho zero de participação -_-
mas acho que é, eu estou ficando cada vez pior pra entender essa linguagem! meldeus, daqui a pouco não consigo mais nem conferir o troco na padoca.

Dani disse...

nenli [2]
heuheuehuehuehuehue

o filipe e o bio foram feitos um pro outro mesmo

mas pensa que se vc tem o big bang pra vc em casa
eu tenho em casa
E no trabalho
heuheuehuehuehe

bjs

aline disse...

Não sinta vergonha de ser nerd. Além de inútil, é bobagem, porque os nerds são muito legais. Regojize-se. :***

Filipe disse...

Ei, me comparar com o Sheldon… é feio!
ele é um… NERD!
:p

eu nem sou.

ah, o bel assume qdo eu faço a pergunta?
não falo mais com vcs sem a câmera ligada!
hauuahuahuahau

aline disse...

hahahahhhahaha

bom, eu tbm não faço parte desse povo porque pulei da embarcação.
mas química é totalmente outro planeta. o fi me explicou umas 20 vezes o que que ele fazia na INICIAÇÃO CIENTÍFICA e eu não conseguia nem decorar o nome da pesquisa. Fail completo. Uma vez eu disse que ele estudava a síntese da hidrólise do fosfórico. Virou piada de família e, ainda mais, virou uma espécie de senha. Qdo o Fi quer conversar com o Paulo no msn e quer ter certeza de que não sou eu me passando por ele pra tirar um sarro, ele pede pra explicar porque síntese da hidrólise não existe. Eu não consigo explicar, e o Paulo toma meu lugar na cadeira.
Pode, uma coisa dessas?

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