16.5.09

do fardo de sísifo


Escuta, Maria, eu realmente não acho que a maternidade esteja desmoralizada nem esteja perdendo espaço na vida das mulheres, nestes nossos tempos. Seria bom escapar, de uma vez por todas, do binarismo ser mulher-mãe x ser mulher-moderna. Não é uma dificuldade genuína, essa. Porque as crianças não são como um buraco negro que te engole e devolve depois de 18 anos. Trabalhar e ter filhos, cuidar de si e ter filhos, estudar e ter filhos, enfim, ter uma vida incluindo aí os filhos é viável. Não é sequer recente, Maria, essa questã. Aliás, o fundamento dessa suposta dicotomia maternidade x carreira/ independência tem mais a ver com os problemas de agenda e aspirações de uma classe econômica e cultural da qual você faz parte do que com a realidade da maioria das brasileiras, pra quem o batente veio sem muitas filosofias e os filhos sem muito planejamento.

O que eu penso é que a maternidade está sendo reacomodada, considerando a gama de possibilidades que se abrem pra uma mulher jovem de classe média. Não só porque é mulher, mas porque hoje é mais claro que os caminhos podem ser múltiplos: há mais faculdades e cursos a serem feitos, há mais ocupações, artes, esportes, o mercado de trabalho ampliou-se e tornou-se mais interessante, as viagens e intercâmbios multiplicaram-se, a sociedade tornou-se mais receptiva a comportamentos alternativos, os círculos sociais e afetivos tornaram-se mais flexíveis e diversificados. O que eu quero dizer é que a maternidade não perdeu espaço nem status na sociedade, mas que as mulheres acompanhamos o ritmo das últimas décadas que tornou a vida mais extensa, complexa e plural. Não creio realmente que haja uma espécie de crise da maternidade: nem na quantidade de mães, nem na qualidade delas.

O diabo, Maria, é que embora você diga que seu livro seja um relato pessoal e que você não tenha intenção de julgar ninguém, o efeito que Confissões de mãe causa, já na sua etapa de lançamento, é negativo. Porque essa recuperação de determinados valores, de uma prática maternal que você acha que foi deixada de lado constitui um movimento retrógrado. Eu não quero dizer careta (embora seja), quero dizer que suas falas obrigam todos a retroceder no debate a respeito de feminismo, planejamento familiar, direitos reprodutivos, essas coisas. Os que concordam contigo vão reforçar suas expectativas e crenças quanto ao modelo familiar e sair repetindo toda a sua conversa. Os que discordam, e não são poucos, terão que revisitar antigos argumentos, já razoavelmente postos, e perder tempo e energia pra rebater ideias já desconstruídas. É isso ou desistir, Maria, de dialogar com o mundo. Veja que situação chata, essa a nossa. Eu tomo conhecimento dessa lista de blogueiras que comentaram suas entrevistas e me sinto o próprio Sísifo, subindo o penhasco com uma pedra enorme pra vê-la rolar de lá de cima, e então descemos todos e recomeçamos do zero.
Perdoe-me se pareço demasiado melancólica, mas não posso evitar de pensar que nosso assunto, já que sobrevivemos ao século passado, poderia ser outro. Justo agora que o conceito de maternidade se alarga e relativiza tanto, com essa demanda social por aceitação e estabilidade de outras estruturas familiares. Eu acho que estes são tempos de pensar em constituição de família a partir de casais homossexuais (devidamente reconhecidos como casais) e seus filhos adotivos ou concebidos em laboratórios. Há tanto o que falar, antes que dois homens possam facilmente ser pais juntos. E há mães e pais solteiros, que decidiram encarar a tarefa por conta própria. E há uma enorme necessidade de promover a adoção no país, pois temos muitas crianças em orfanatos levando vidas bem solitárias e tristes, Maria. Ainda, há as mulheres que se descobrem grávidas e não conseguem embarcar nessa viagem maravilhosa que você nos apresenta, não porque não tem caráter ou sentimentos, essas mulheres, mas porque simplesmente não é assim com elas. Essas mulheres terão de arriscar suas vidas e abortar clandestinamente ou engolir a seco essa maternidade que você celebra como se fosse a descoberta da cura do câncer. E mesmo nos casais convencionais, Maria, há uns poucos tolos que tentam dissolver esse limite tão duro que separa as obrigações e inclinações "naturais" de cada gênero em benefício de coisas como colaboração, participação, oxigênio. Acontece que a maternidade que você defende e propõe resgatar na verdade nunca esteve ameaçada. Então como é que a gente faz pra avançar com esses outros assuntos, Maria, enquanto você nos enfia goela abaixo uma crise de valores inexistente e insiste nesse papo furado de leme, função do homem e da mulher, merecimento da maternidade, parto normal e depressão pós-parto? Com essa consagração do mais do mesmo, daquilo que já é norma, do que a gente já vê todos os dias, em todos os lugares, fica muito mais difícil colocar na ordem do dia todas as famílias que ainda estão - e permanecerão - no porvir. A elas, um pouco mais de paciência. A você, Maria, boa sorte com as vendas.



As fotos são, respectivamente, daqui, aqui, aqui. A ilustração veio do meu arquivo.

13 pessoas pararam por aqui:

natalia r. disse...

Ah, Sísifo. É isso mesmo. Obrigada por escrever esse texto.

aline disse...

:)

marjorierodrigues disse...

Nossa, MELHOR post de todos sobre esse assunto -- que já está me cansando, na verdade. Acho que já foi dito tudo. Seu post fecha a questão. E o final dele é mesmo o final do debate como um todo: só nos resta isso mesmo desejar que ela venda livros suficientes para lhe garantir um pouco de conforto em seu novo ostracismo.

Cá comigo, eu fico pensando em qual tenha sido a motivação da editora Record (é a Record que está lançando o livro, né?). Porque nem me importa mais a MM, mas a editora. Não consigo entender o pq dessa tentativa tão pesada de backlash. Justamente por ser tão pesada, tão pouco sutil, é que gerou as reações fortes. Então, no fim das contas, o livro da MM não muda nada, de fato. Não vai ser capaz de gerar o retrocesso desejado, porque é um retrocesso demasiado grande. Então, não sei o que a editora pretendia mesmo.

Só o que esse livro faz é atrasar um pouco as coisas. Atrasar a discussão sobre a extensão do conceito de família. Porque aí a gente tem que parar e ficar discutindo o já discutido. É bem isso mesmo, o Sísifo: quando li o título, pensei "caralho, é isso".

PS -- cliquei no link para o blog da MM, mas, véi, não consegui ler. Tenho aversão a textos com muitas exclamações. Parece que a pessoa está histérica, com uma tomada enfiada na bunda. "Olá!!! Estou tão animada! Por dividir! Minhas opiniões!! Com vocês!!!". Argh, me mata.

josue mendonca disse...

Aline, concordo com você, só gostaria de fazer algumas considerações.
Primeiramente, acho que um dos principais desafios quado lidamos com mudanças tão profundas como as que têm ocorrido nos últimos anos é justamente considerar ou tentar compreender o próprio processo de mudança. Não tenho dúvidas de que evocar, mesmo que indiretamente, aquela estrutura familiar convencional só pode ser entendido como uma atitude ou reação de caráter emocional,diga-se, um sentimento nostálgico. Como aspiração de modelo social, de fato, não passaria de uma utopia..
Mas também gosto sempre de lembrar da importância de o indivíduo sentir-se livre para manifestar sua insatisfação, com qualquer coisa, inclusive com a mudança. As coisas mudam...mas, nem todo o mundo é obrigado a se adaptar ou a concordar com a mudança. O problema, como você bem ressaltou em outras palavras, é justamente quando a pessoa, na tentativa de racionalizar ou de dar um caráter mais conceitual ao seu sentimento de conflito, passa a falar em inversão de valores. Aqui, mergulho de cabeça com você. Existe uma ordem fixa e correta de valores? Que valores são os corretos? Como você disse, é um movimento retrógrado. De fato, o pressuposto quando se fala que “os valores estão invertidos” é de que havia uma forma correta de as coisas funcionarem, e que agora está inversa. Considerando que a sociedade ao longo do tempo, com as transformações pelas quais passa, muda seus valores como uma forma de ajustar-se às próprias mudanças, falar em “inversão de valores”, em si, perde o sentido. Seria mais simples dizer: esse novo modelo não me interessa!
Enfim, acho importante que cada um se sinta livre para expressar sua insatisfação, revolta, descontentamento, indignação com quaisquer mudanças pelas quais a sociedade passa. Até porque o novo não significa, necessariamente, o melhor. O perigo mora justamente na forma como justificamos, ou como traduzimos ideologicamente esses sentimentos de desconforto. Às vezes, tenho a impressão de que algumas pessoas, por não encontrarem argumentos consistentes, acabam pegando carona em idéias, que até podem ter sido importantes para cumprir alguma finalidade numa determinada época, mas que não guardam mais coerência com o mundo atual. Talvez fosse mais simples dizer: não me sinto bem!


abração

aline disse...

Oi Marjorie. Que legal q vc gostou. :)

Josue, discordo de algumas coisas que vc disse. Primeiro, eu não tenho essa certeza sobre a motivação de Maria Mariana, se é uma questão de nostalgia, moralismo ou interesses comerciais puramente. Pode ser um pouco de tudo, pode não ser nada disso. Fato é que qualquer suposição nossa será apenas isso: suposição.
Além disso, eu não cheguei nem perto de dizer que ela não pode expressar sua insatisfação com o que quer que seja. Tanto pode que escreveu um livro. Essa liberdade dela é algo dado, estabelecido, e não há ninguém questionando isso.
O que eu lamento - e é só um lamento, não é protesto nem defesa de nada - é que o debate a respeito da estrutura familiar, seus valores e assuntos relacionados, ficam eternamente empacados e fadados ao escanteio a cada vez que uma celebridade aparece pra defender o que já está intocado.

Alguns dos valores que ela defende, pra mim, estão enterrados. Não acho que ninguém mais tenha que discutir se mulher tem qu recolher cueca ou não. Já deu, isso. Quem quiser, que recolha. Mas não enche o saco, sabe? De dizer na Folha que isso é evolução. Agora, há coisas que ela diz que parecem propor uma re-moralização do exercício materno. É idiotice, e é falso isso aí. Do jeito que ela fala, parece que as mulheres hoje são superficiais, relapsas, vulgares, egoístas, incapazes e por aí ela constroi a mãe moderna e os problemas inerentes à modernidade. Como a responsabilidade em cuidar dos filhos e fazê-los crescer saudáveis. Isso é bobagem. Não existe essa crise aí. Ninguém nunca questionou a responsabilidade dos genitores/ responsáveis quanto à educação dos filhos. O que ela defende é um modelo de comportamento que está seguro na nossa sociedade.
Então a menifestação dela se torna simplesmente obsoleta, do ponto de vista do que procura defender, e injusta, do ponto de vista daquilo que ainda é frágil e não-aceito.
O resto, é só moralismo mesmo.

abraços

do contra disse...

aline, me desculpe, vc escreve muito bem, mas é contraditório. vc diz que ela pode reclamar e dizer o que quiser, depois diz q não tem q encher o saco na folha e dizer q mulher tem q recolher cueca. Pq se ela nao tem que dizer isso na folha, então vc não acha que ela pode se expressar livremente.

aline disse...

Eu não sei bem o que vc espera que eu diga, do contra. O direito à liberdade de expressão é constitucional, é garantido. Porque a minha validação faz alguma diferença?

Não importa, absolutamente não importa, se ela deve ou não deve falar essas coisas, sobretudo porque ela simplesmente já falou. Já publicou, já apareceu em quase todos os portais. Ponto. Passemos adiante. Um monte de gente interessante, várias blogueiras e feministas se dispuseram a responder e contra-argumentar. Tvz vc não saiba o quanto é aborrecido ter que reinventar a roda e dizer sempre a mesma coisa toda vez q o assunto é "Sou Mãe, Amém".

aline disse...

Marjorie, eu acabei nem falando da editora. Editora, oras, quer publicar e vender. E a polêmica faz parte, é pra incitar as pessoas a comprar e ler. Não há uma internsão reformista nem nada. É o bom e velho mercado, nada mais, nada menos.

bjos

Renam disse...

PARABÉNS!
Permita-me acrescentar apenas o seguinte: muito bom ela ter dito tudo isso. Com certeza, o que você e outras pessoas estão tendo que repetir agora será ouvido por um número muito maior de homens e mulheres.
Que a tensão aumente até o momento da ruptura.
Bjo

aline disse...

Obrigada, Renam.

Minha torcida tbm é depositada nisso aí. Mas a ruptura se dá aos poucos mesmo. É na base da nossa paciência.

Bjo

aline disse...

Srta.T

O “desprendimento” que eu quis dizer foi exatamente isso: você não se desgastou repetindo o discurso coerente, embora óbvio, que tantas outras repetiram (e esse “repetiram” não tem NENHUMA conotação negativa, e eu me incluo aqui, porque repeti). E eu me sinto cansada, sabe? Porque fiquei lá escrevendo comentários imensos que nem foram lidos, nem entendidos e alguns, nem aprovados. E cansa, porque eu fico muito nervosa. Me sinto quase obsessiva.
E sabe o que é pior? As várias coisas que poderiam ser ditas se não houvesse a “âncora conservadora” (adorei a expressão) não são nem cogitadas e outras várias coisas absurdas que nem deveriam ser cogitadas o são. Quer um exemplo? Numa das caixas de comentários, uma menina chegou a insinuar que o homossexualismo não é “correto”, porque vai contra nossa natureza, e finalizou dizendo que se todas as pessoas do mundo se tornassem homossexuais, os seres humanos deixariam de existir. Ai, me dói tudo, viu.

Beijos!


Aline

Ahn, entendi. É, ir no blog dela e comentar é dar murro em ponta de faca mesmo. Meu irmão tbm foi banido lá, pq ele falou que os coneitos de natureza, biologia, estavam sendo usados de maneira super errada e tal. Eu acho o máximo ver alguém com formação científica dizer “não há natureza nem cmportamento inerente”, pq as vezes parece que eu, sendo das humanas, não tenho autoridade pra dizer isso.
Eu ando pensando demais nisso. Tentando lembrar que várias coisas que eu digo soam como absurdas pras essas pessoas que eu acho absurdas. E não é pensando com uma finalidade conciliadora no meu caso, é pensando com total desânimo. Pq a igualdade, numa interlocução, propõe que todos tem um ponto de vista válido. Eu não dou validade a esses discursos moralistas. Nenhuma mesmo. Então tvz eu não devesse me procupar em desconstruí-los, em rebate-los. Mas ai vai ser difícil mesmo. Pq a gente vai precisar ficar meio cego e surdo. Não sei mesmo pra onde correr, as vezes.

bjos


Renam

Aline,

Olha eu aqui novamente. Quero registrar o post do Sergio (http://sergioflima.pro.br/blogs/index.php/sergio-blog/polemicas-conversacoes-e-uma-descoberta).

Ganhou mais dois leitores! ;)

Refletindo sobre o Sísifo pensei: no atrito entre a pedra e a colina, ambas são desgastadas e reduzidas. Até sumirem.

Bjos.


Aline

oi Renan!

\o/ obrigada pelo link, eu vou dar um alo lá depois.

Sobre a pedra, bem, na mitologia ela é eterna. Meus votos são de que aqui, na vida real, a gente desgaste essa pedra na palavra mesmo. Ou morrer tentando! (tô dramáaatica, hoje)

Beijos

aline disse...

Ana E.

lindíssimo post e como a marjorie disse, acho que este post encerra o assunto. chega de ibope para quem não o merece.

endereço novo atualizado. um enorme beijo.


Aline

Valeu, Ana E.

um beijão pra ti tbm.


Haline

Aline, amei seu post. Acho q ela pode sim dizer o que quiser, mas tomando cuidado por ser uma pessoa pública (no ostracismo ou não) e como tal tem que ter mais cuidado com o que diz. Não pode sair por aí falando qq m. que vem à cabeça.


Aline

Acontece que ela acha que está tomando cuidado. Ou, pelo menos, que seu discurso tem alguma validade. Várias pessoas concordam com ela, e tals. Quem acha que ela está errada e que suas ideias sao absurdas somos nós.
E é nessa gangorra que acontece o debate, mesmo. É bem aborrecido, quando aparece um janjolão (te dedico, lu) desses.

Beijos, e obrigada.


Srta.T

Como eu falei lá na Cynthia, queria ter esse seu “desprendimento”, mas eu fui ao blog, li, comentei, me revoltei, fui ofendida, fiquei com raiva e ofendi de volta e… pra quê? Não ganhei nada com isso.

Eu só queri MUITO que ela lesse seu post e refletisse uns 15 minutos que fosse. Só isso.


Aline

Puxa, eu nem me acho desprendida. Eu me envolvo demais com debate, aliás, fico nervosa mesmo. Eu tinha um post gigante sobre ela, quando eu li o post da Cynthia. Tudo, tudo, foi dito. Desconstruído, rebatido. E de repente eu achei desperdício. Concordo com a Mary nisso, de achar que a MM pautou todos os blogs e que isso é ruim, em certa medida. Por isso eu não me preocupei em reinventar a roda e pontuar cada absurdo q ela falou. E escrevi sobre todas as coisas que poderiame star sendo ditas, se não houvesse essa âncora conservadora. Que vem da MM agora, mas que encontra respaldo na sociedade. Acho que por isso eu tbm dou muita validade a quem se manifestou. Pq não foi uma resposta imediata e únicamente pra MM.
Enfim. Entendo completamente sua raiva. E sou solidária.
um beijão, Srta T.

luci disse...

tou na maratona de ler os blogs do concurso de posts sobre o feminismo lançado pela lola.

o seu, como os outros, é excelente e estou feliz por ter encontrado blogs que valham a pena! mas o que me impressionou mesmo essa noite foi o post da tal da maria.

li o seu post antes de ler o dela, por isso não sabia o que você estava criticando exatamente. depois de ler a maravilhosa mãe de familia, fiquei chocada. é incrivel como as pessoas engolem qualquer baboseira. ela diz "leiam" e "comprem" meu livro a cada cinco palavras. e fala sobre as crianças como se não tivesse tido nenhuma!

o nojo veio com o fulano "É o Reizinho da casa. Na escola o mais quietinho, em casa o mais manhento. Carinhoso, fofo, e muito menino. Grita e acha que pode mandar em tudo. Caio de amores por ele". ai, que bonitinho. pelo visto o "reizinho da casa" vai se tornar, logo mais, o machista da casa também, porque, pra isso, é um passo. ele é "muito menino". não sei o que é ser "muito menino", mas, dentro da descrição, nao pareceu ser uma coisa boa. "Grita e acha que pode mandar em tudo. Caio de amores por ele" que fofo! aposto que se fosse a filhinha dela, a princesa do castelo encantado, gritando e achando que pode mandar em tudo, nao seria tao bonito assim. ou seria?

me recuso a ler pessoas de mente desse tipo. aergh!

bom, desabafo feito.

parabens pelo post! pelo cerebro.

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