24.8.09

do suicídio

O amigo de um amigo meu era paramédico ou bombeiro, e teve que atender, certa vez, o chamado de socorro de um cara que tinha pulado de um viaduto. Ele foi o primeiro a socorrer o rapaz, que devia ter seus vinte e poucos anos, e contou que ele ainda estava consciente. E esse rapaz olhou pro próprio corpo e em volta e disse "que merda que eu fiz?". Ele veio a falecer, e esse amigo ficou se perguntando se deveria contar pra família o que o cara disse, e acabou achando melhor contar, e contou.
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Há ainda outra coisa. É sobre o Cepacol, que era meu melhor amigo e que cometeu suicídio há quase quatro anos. Eu já falei dele aqui, sempre aos poucos, à medida em que eu consigo elaborar sua morte e a saudade que eu sinto, que ainda é muita e dolorida. Ele deixou um bilhete curto e lacônico, com jeito de rascunho, dizendo pro pai não se culpar, que mais cedo ou mais tarde isso ia acabar acontecendo. Não lembro se desculpou-se, mas acho que não. E foi basicamente assim que ele se despediu.
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Independente das nuances de cada evento, os suicídios geralmente suscitam dois tipos de comentários, oriundos, cada um deles, da maneira como as pessoas costumam entender uma morte auto-provocada. Há aqueles que sentem pena, que chegam a reavaliar cada fala e gesto da pessoa antes do suicídio e ver nisso sinais de que algo estava errado, de que a pessoa era irremediavelmente infeliz e estava pedindo por socorro. Uma vez eu vi uma mulher dizer que os suicídios de homens jovens e de classe média eram sempre um problema de ordem psiquiátrica, que era uma questão química e fisiológica, um distúrbio que os impedia de viver normalmente e que em casos assim, nada se pode fazer. Ela queria consolar outra pessoa, que era amiga de um cara que tinha se matado no dia anterior, e que se culpava por não ter percebido que algo estava errado.
A outra reação comum, e que não necessariamente se manifesta dissociada dessa primeira, é mais rancorosa, mais irascível, ela atrela o ato a um suposto egoísmo do suicida, que teria ignorado as pessoas que o amam e que agora estão sofrendo muito, por conta de sua dor. Essa dor que o suicida sente e que o leva a dar fim à própria vida, nessa lógica aí, torna-se secundária e fútil até. A dor já extinta do suicida não é nada perto da dor, muitas vezes indelével, dos parentes e amigos enlutados. Daí pro julgamento é um passinho, as pessoas discutem se os motivos do falecido eram aceitáveis ou não, se foi certo ou errado suicidar-se, dado o contexto em que vivia - e evidentemente, ninguém nunca diz que foi certo cometer suicídio. Conheço muita gente que diz sentir raiva, decepção, desprezo pelo suicida, como uma espécie de chumbo trocado entre o que ele deveria sentir pelos vivos, para tê-los "abandonado" aqui. Minha ressalva a isso, que pode parecer insensível ou pragmática, é que o amor das pessoas nem sempre é aquilo que dá sentido à vida, ou não é aquilo que pende definitivamente a balança no momento da decisão. Ter pais, filhos, irmãos, cônjuges, amigos, contar com o amor de todas essas pessoas não significa necessariamente que a vida é plena e boa, assim como não significa que um suicida não tenha ou não sinta o amor que lhe é dedicado.
O que eu senti, nas vezes em que estive em contato com uma situação dessas, é que o velório de alguém que se suicidou é completamente diferente de alguém que tenha morrido de causa natural ou de um acidente, que a morte nunca é a morte simplesmente, ela vem carregada de significados e gestos nossos. Assim, com um ente querido que morreu, as pessoas, tenham elas tido tempo de se despedir ou não, tendem a encerrar as pendências e dar continuidade às lembranças, aos bons sentimentos, a uma espécie de legado que o falecido tenha deixado. O suicida provoca reações quase contrárias, na medida em que ele suspende tudo, ele abre as pendências nas quais nós nos perdemos, levados por essa revisão de cada palavra, olhar e gesto anterior à sua morte. Então até as boas lembranças ficam às vezes contaminadas por essa busca da infelicidade inerente, inevitável, despercebida, fatal. Acho mais doloroso o luto por um suicida porque a gente se enxerga na morte dele, intimamente envolvido, seja como culpado por omissão ou como ente rejeitado (ou ambos), e lidar com isso é árduo demais. Fica aquela pergunta no ar, aquele grande "por que?" engasgado, que tem menos a ver com o fato que afinal tornou-se a gota transbordante do que com o "por que isso foi tão importante a ponto de...". Mas não existe resposta pra essa pergunta aí.

[ó: tem spoiler da 5ª temporada do House logo depois da imagem]

Cena do filme The virgin suicides

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Teve aquele episódio do House em que o Kutner se mata, e é uma manhã como qualquer outra, ele simplesmente não aparece e as pessoas pressupõem que ele ficou doente ou está ocupado. Daí dois colegas vão até a casa dele e o encontram caído no quarto, a gente só vê os pés e a arma, e todo o resto do episódio é sobre a consternação das pessoas, sobre a busca dos motivos, dos sinais. Claro que eu mesma voltei três, quatro episódios pra buscar uma única pista do diretor, um único olhar perdido numa cena, e nada. Não tem pista. É só aquilo mesmo, o despreparo das personagens para a notícia é o nosso, tal como o impacto.
Acho que também eu contaria à família do rapaz que suas últimas palavras foram essas, "que merda que eu fiz?", porque eu acho que isso traz um mínimo, uma fagulha de consolo pra eles. Ameniza, talvez, essa busca pelos sinais de infelicidade e angústia que lhes escaparam, insere o impulso, o momento de desespero e descontrole. Não diminui a dor, evidente que não. Mas essa fala dele, esse reconhecimento de seu próprio suicídio como um erro, uma bobagem, eu acho que isso aponta pra complexidade da vida, e pra sua fragilidade também. Instâncias com as quais a gente tem que aprender a lidar, em algum momento.
Sei que eu preferiria isso àquele bilhete do Cepacol dizendo que "aconteceria mais cedo ou mais tarde" que me fez repassar mentalmente umas mil vezes o telefonema que ele me fez na véspera de sua morte e que eu não atendi porque estava realmente muito ocupada - mas, eu também sei, não cabe a mim preferir coisa alguma. Eu já incorri no erro de fazer dessas reticências do meu amigo o seu legado. Mas, recuei. O que me cabe, e a isso tenho me dedicado, é nutrir as lembranças com o maior carinho de que sou capaz. E, por via das dúvidas, prestar mais atenção àqueles que amo, e me esforçar um pouco mais pra atender os telefonemas.

18 pessoas pararam por aqui:

L. disse...

puxa,
difícil olhar pra certas coisas, quanto mais pensar sobre elas e concluir coisas como
"a morte nunca é a morte simplesmente, ela vem carregada de significados e gestos nossos."
Olha, sinto muito. Sei que faz tempo, embora tu ainda penses naquele telefonema.
calo-me humildemente.

aline disse...

Pra mim nem parece que faz tempo, sabe, parece que foi mês passado. Embora eu tenha senção de que não o vejo há muitos e muitos anos. O tempo, nesse caso, corre de um jeito completamente diferente pra mim.

obrigada pela ternura do seu comentário.
=*

Srta.T disse...

E eu chorei tanto, tanto, tanto nesse episódio de House, você nem queira saber. Acho tão desesperador pensar nisso, que alguém que eu amo pode um dia fazer isso, e eu não perceber, não me despedir, não deixar claro para aquela pessoa o quanto ela é importante pra mim. Ainda mais porque eu tô longe dos que eu amo, já me sinto diariamente em falta com eles. Vou tentando mudar e me fazer mais presente como posso, mas é tão difícil.

aline disse...

eu chorei muito também. fiquei angustiada, fiquei querendo a resposta. aí aparece aquela foto dele, sério, de cabeça baixa. que foi um jeito lindo de dizer que não há o que dizer. sem dúvida, meu episódio preferido.

esse medo que vc diz que tem, nossa. nem me fale. :*

Tina Lopes disse...

Adorei o post, querida, escrevi um monte de coisa aqui mas deixa pra lá, vc conseguiu dizer muito e quase tudo. Bjk.

aline disse...

ah, mas eu quero ler esse monte de coisa aí, Tina.

:***

Haline disse...

Aline, adoro seu blog. É meio leitura obrigatória sabe como? Mas hj, especialmente, estava pensando sobre esse assunto. Não sei se vc soube do suposto suicidio de uma publicitária que estava no twitter (@ematoma) e escreveu pouco antes de ser encontrada morta em seu apartamento e etc. Segue link http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3936159-EI5030,00.html. Dai que a última frase foi que "pifou". E fiquei com isso na cabeça. Apesar de achar que nem foi ela que escreveu. Não sei. Mas eu acho que podem haver mil motivos pra desistir de tudo. Todo mundo tem problemas. Só que o suicida é aquele que "pifou". Ele não consegue mais. Não dá mais pra ele. Não consegue lidar com a sua vida, não quer mais ter que fazer isso. Dai que qq especulação fica vaga, pq é o sentimento de quem decidiu se matar. E não acho covardia. Até a inércia é uma decisão, imagina só um suicidio. E acho que quem fica procura explicações pra própria culpa. É estranho que alguém do meu convívio decida se matar. Mas como, se ele convive COMIGO? O que foi que EU fiz? E bla bla bla. Julgar um suicida é se colocar no centro da vida dele. E os que ficam batem na tecla do egoísmo pra justificar isso, como crianças mimadas que queriam continuar com aquele brinquedo. A vida de uma pessoa é só dela. Ela faz o que quer com isso. E sabe o qto consegue suportar. Nesse caso da publicitaria, ficam todos fazendo questionamentos inúteis como o fato dela ter um filho, ser bem sucedida, bonita ou não. Tão inútil. Amei o post.

aline disse...

Haline,
Eu acompanhei todo o bafafá sobre a ematoma, sim, foi muito chocante. Fiquei tocada de verdade. O post existe por causa desse evento, mas eu não quis me referir a ele por uma noção de respeito minha. Não a conhecia, não me sinto à vontade pra fazer um post sobre a morte dela. Então eu fiz um sobre o que eu penso sobre suicídio.
Eu concordo com isso que vc disse, de a pessoa se colocar no centro da vida do suicida e se sentir traído ou abandonado. Mas tbm, sabe, é difícil lidar com isso, se vc é muito próximo. Meu bisavô se matou, e o filho dele, meu avô, também. Do outro lado da família, dois tios avós se mataram. Além do Cepacol. E dois colegas e conhecidos de faculdade, com quem eu tinha pouco contato. Então eu sei, por que senti e vi gente proxima sentir tbm, esse desespero. Essa culpa misturada com abandono.
Eu não tenho solução pra isso, de jeito nenhum. Ninguém que me diga que pensa em suicídio vai encontrar um discurso de defesa do livre-arbítrio, embora eu o reconheça, à distância. Mas também não haverá um discurso Polyanna sobre a beleza da vida, e olha, os pássaros estão cantando. E sobretudo, nunca apoiarei aquelas falas que chamam a ematoma de egoísta e louca, e bem feito pra ela.

obrigada pelo elogio ao blog, ao post. mesmo.
:*****

farinatti disse...

Venho há pouco tempo no seu blog e tenho gostado muito dele.
Esse texto me tocou fundo. Já perdi um amigo jovem por suicídio. E também acompanhei alguns outros: amigos de amigos, irmãos de amigos. Também sinto que o velório de um suicida é completamente diferente. Há um desconsolo irremediável. Pelo menos foi assim que percebi o ambiente. Confesso que, quando estive envolvido emocionalmente, partilhei do segundo grupo de pessoas que você descreve. Além de uma tristeza abissal, senti alguma raiva. Por mais que, racionalmente, tentasse não julgar o meu amigo, meu coração achava aquele um ato de grande egoísmo.
Mas as coisas sempre são muito mais complicadas. Alguns anos depois, meu pai agonizou por 10 meses, sem conseguir comunicar-se, nem mesmo mover um único músculo conscientemente. Tive bastante tempo para refletir. Hoje, penso que talvez o suicídio assistido e, com certeza, a eutanásia deviam ser permitidos. O fato de serem proibidos me parece uma crueldade criminosa.

aline disse...

Farinatti
Em primeiro lugar, obrigada.
O suicídio é um dos temas, senão o maior deles, que colocam a gente diante de limites. O limite da liberdade sobre a própria vida e o próprio corpo, o limite da desistência, o limite dos laços afetivos. Eu posso não concordar com algumas posturas, mas eu to falando de uma perspectiva específica, e até certo ponto confortável. Sei que qdo o Cepcaol morreu eu senti uma tristeza dilacerante, mas não consegui sentir raiva. Talvez sentisse, fossem outras as circunstâncias. O momento primeiro do luto, eu acho, não é o melhor pra gente ficar avaliando e ajustando os próprios sentimentos. Eu, pelo menos, levei tempo pra repor algumas ideias e sentimentos no lugar, realocar outros, eliminar outros. O exercício de faxina emocional foi imenso, e só depois de 4 anos eu consigo escrever o texto assim, com um grau médio de comoção.
Discordo de quem sente raiva, mas respeito profundamente essa raiva também.

Sou a favor da eutanásia e do suicídio assistido. Sabendo, no entanto, que isso pode causar sofrimento e tristeza praqueles que ficam.

aline disse...

Sou eu quem agradeço, Danilo.

abraço

Danilo Albergaria disse...

Obrigado, Aline.

Me garantiu a leitura mais prazerosa do dia. E triste.

Grande texto.

Anna Carol disse...

Olha, esse episódio de House foi muito criticado por aí justamente pelo suicídio do Kutner ter sido totalmente aleatório, deconectado do arco narrativo. O ator pediu pra abandonar o seriado em cima da hora porque iria assumir um cargo no governo Obama, e aí os roteiristas tiveram que improvisar a história da sua morte. Ele nem aparece no episódio porque já tinha saído.
Então, acho que o exemplo fica um pouco inválido, porque foi uma surpresa sem nexo mesmo, arbitrária, embora concorde com o fato de que o suicídio de toda forma deixa consternados ou revoltados os que ficam.

aline disse...

Anna Carol, eu sei das condições em que o episódio foi feito, que o ator teve que sair às pressas e tal. Eu seiq ue se não fosse isso o futuro do personagem seria outro, inclusive ele não seria "morto" pelos roteiristas. Mas eu não acho que isso invalida o exemplo porque, de um jeito ou de outro, o episódio foi feito e acabou sendo assim com o personagem do Kutner. Não vou entrar no mérito do que os roteiristas queriam de verdade, estou falando da solução que eles de fato deram pro suicídio, e achei bonito como ficou. Inesperado, aleatório, desconectado. Sem pistas com os outros episódios - embora, lá pra trás, tenha uma conversa sobre suicídio entre o Kutner e o Taub. Improvisado ou não, o tratamento dado ao assunto, na minha opinião, foi excelente. Dentro da história, dentro do circuito interno à narrativa.

Désir La Vie disse...

Putz, Aline

Esse assunto é realmente muito complexo.
Delicado, diria.

Bem, como um ser-de-episódios-depressivos, já tendo, inclusive, cogitado a possibilidade da auto-destruição, posso lhe afirmar o seguinte:
O vazio que culmina é absurdamente, violentamente torturante. Então, ou você aprende a viver com ele, ou fatalmente chegará no ponto em que chegou o Cepacol("aconteceria mais cedo ou mais tarde").
Agora, antes que você me pergunte ou pense: Pra que essa dor interna? Da onde vem isso?
Bem, juro que não sei. Mas há.
Trabalho com ela quase todos os dias, a não ser quando estou chapada ou embriagada.

Acho que vivemos sob uma linha tênue, entre sanidade-razão e insanidade-emoção...Quando a dor aniquila, seu mais imediato desejo é o de fugir daquilo; e como o externo é demasiadamente pequeno e insuficiente, o desespero só tende a aumentar...Nessa situação-limite, é um passo curto para a auto-destruição.

No entanto, dali algumas horas, você pode perfeitamente ter a capacidade de pontuar e esclarecer os seus desejos e prazeres...E nesse exercício natural e espontâneo, mesmo que a pessoa não note, ela já está a racionalizar...

O racional também pode ser despertado tardiamente, como talvez tenha sido no caso do menino do viaduto. Por isso o arrependimento.

Mas as pessoas que você ama ajudam muuuuito, mesmo que não que seja razão de impedimento. É incrível, mas o amor é poderoso nesses segundos -que podem ser ou não-, decisivos em meio aos surtos.

Sobre o velório. Bem, tudo o que não segue uma lógica do que é considerado 'natural', choca.
Meu pai faleceu aos 37 anos, num acidente, e posso lhe afirmar que senti inúmeros olhares que não senti em qualquer outro velório.

Imagino como seja o de um suicida...Pois, além do suicida subverter a ordem natural das coisas, ele despreza àquilo que muitos desejam: vida.

Hmmmm...Ao meu ver, o egoísmo aí está com os outros.

Divaguei.

Beijos
;****

Anonymous disse...

que bonito tudo isso que vc escreve de forma tão clara, sem deixar arestas, tá perfeito e de forma tão delicada vc trata do tema tão doloroso.
Tava lendo esses dias mesmo, sobre o suicídio do Pedro Nava e do quanto o Drummond sofreu com isso.
Ah, e House é tão bão assim?
bjs
madoka

aline disse...

Oi Vanessa

obrigada pelo comentário, que é bem forte, íntimo, me parece.

eu acho que as pessoas todas tem seus demônios, eu tbm já lidei com os meus, tbm já coloquei o suicídio no meu plano de possibilidades. não sei se todas as pessoas fazem ou já fizeram isso, de pensar em suicídio, mas eu arrisco dizer que há um número razoável de pessoas que olham pra isso de frente. Daí a cometer suicídio são outros quinhentos, eu acho, nem todo suicida em potencial será um suicida.
Esse vazio que vc menciona, acho que ele existe com mais intensidade pra algumas pessoas. Não sei dizer se o Cepacol é uma delas, mas sei tbm que o suicídio tem muito de circunstancial, o dele teve, o dos suicidas da minha família tbm. Sinto, e isso é apenas especulação, que fossem outras as condições, meu avô, meu amigo, meus tios ainda estariam aqui. Fossem outras as condições, talvez eu mesma já não estivesse. Cada pessoa reaje de um jeito com o que lhe é dado, e eu evito reduzir o suicídio a uma tendencia q a pessoa tinha, como se toda sua vida fosse contingente. Claro, eu não dou conta de todos, e é possível que seja assim mesmo pra alguns - inclusive os meus, pq eu não tenho como descobrir nunca essa "verdade" sobre a morte deles.

agradeço demais pelo seu comentário.

:***

aline disse...

Madoka, obrigada como sempre pelo carinho.
Eu aprendi, com o blog, que as coisas mais tristes e difíceis podem ser escritas, podem ganhar uma forma que não tinham antes. Funciona pra mim, é um exercício de tornar coisas tão pessoais em textos que façam sentido, q sejam inteligíveis a outras pessoas. Gosto de pensar que eu consigo. Que episódios que me fizeram tão ifneliz geram agora comoção, mas de outra ordem, e afinidade. é o que eu quero com o blog: que as pessoas leiam, achem bonito o que eu digo, mesmo quando é triste.

beijos pra vc

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