1.9.09

da incompatibilidade de gênios

Eu não sei o nome que se dá a um problema que não é bem um problema, daqueles que te tiram o sono e embrulham o estômago, que interrompem sua leitura e ficam pulando na sua frente da maneira mais angustiante possível. Existem vários tipos de problemas no mundo, diferentes em escala e importância entre si, e já que este é meu blog, tão pessoal e irrelevante, torna-se por excelência o espaço pros problemas igualmente pessoais e irrelevantes da minha vida. No capítulo de hoje, aquela frestinha de desentendimento com o Paulo, decorrente do fato de ele ser um biólogo e querer agir como um em todos os aspectos da existência. É preciso dizer, em minha defesa, que os biólogos geralmente são pessoas adoráveis, interessantes e engajadas, mas que podem se tornar seu pior inimigo no momento em que vc pega a segunda sacolinha de plástico no caixa do mercado pra reforçar o carregamento do engradado de cervejas. Muita cautela com eles.

Aí eu me casei com um, certo? E nós viemos morar num lugar que, de vez em quando, recebe visitas de insetos de toda ordem. Eu não me preocupo com os filos, ordens, espécies, famílias nem nada, pra mim, se é pequeno o bastante pra ser esmagado com um dedo e voa, então é mosquito e portanto alvo da minha ira. Eu me sinto uma justiceira com um inseticida na mão. Mas não meu marido. Estranhamente ele se interessa pela individualidade e especificidades de cada inseto e enquanto eu saio alucinada atrás do meliante voador, ele tenta me explicar a participação do mesmo na natureza, esse projeto megalomaníaco desse biólogo obcecado e detalhista que foi deus.
Mesmo nos raríssimos casos em que Paulo concorda com a periculosidade do mequetrefe, ele se põe a observar a rota de vôo do inseto, se gosta de sombra, luz, lugares úmidos ou secos, se pousa no teto ou nos vãos. Paulo identifica, estuda, isola o comportamento e dá uma ou duas borrifadinhas de Veja diluído em água nos lugares estratégicos, como se temesse ser descoberto pela gangue dos mosquitos sanguinários. O processo de execução de um mosquito, quando o executor é o marido, segue os padrões da CIA. Rápido, limpinho e condizente com nosso grau civilizatório. Vejam o problema: nesses casos, eu faço o tipo ROTA. Eu não quero desengordurar e perfumar o mosquito com Veja maçã verde. Aplico o método ninguém-entra-ninguém-sai do quarto, e com porta e janela fechadas, eu borrifo o inseticida mais fedorento como se não houvesse amanhã. Não me basta acertar uma rajada de veneno no delinquente zumbidor, eu tenho que apavora-lo, faze-lo fugir, implorar e, finalmente, sufoca-lo numa camada de espuma branca de inseticida. Não quero saber se é macho ou fêmea, se pica, se não pica, se só picou uma vez e foi o vizinho do 302 mas promete parar. Oh, não. Mosquito bom é mosquito morto. Mas depois que eu venço faço justiça e elimino a vida selvagem do nosso ninho de amor, Paulo tem a ousadia de reclamar do cheiro do veneno e dizer que eu exagero.

¬¬

Então é assim o casamento, uma hora a máscara cai. E você começa a descobrir nos detalhes a incompatibilidade dos gênios e acaba acreditando que gênio mesmo só você, o outro está é equivocado nessa vida. Ainda bem que há o amor, pleno e farto, ocupado das grandes coisas, dos momentos de alegria e de tristeza, da nobreza e da paciência, até que o aparecimento de uma lagartixa rara nos separe.

29 pessoas pararam por aqui:

keila lima disse...

Incompatibilidade é realmente um problema, é dificil entender como alguem pensa tão completamente diferente!! rsrs

lu disse...

eu já tinha rido até doer a barriga e suspirar procurando por ar escutando você contar esse drama aí. Agora, lendo o post, me lembro da sua narrativa escutada pessoalmente e me divirto duplamente. Eu sou da sua turma - que veja que nada, eu quero afogar o bicho na espuma do inceticida.
menos se for aranha, que nenhuma nunca me picou até hoje e as acho até simpáticas. por enquanto.

aline disse...

pois é keila. a sorte dele é que é bonito, inteligente, interessante, engraçado e gostoso. senão, não ia ter jeito de manter essa relação!


lu, eu achei a história boa demais. precisava colocar no bloguinho, que carecia desse humor mais leve, que é minha praia mesmo. mas é pra vc o post, vc sabe. por dois motivos: pq vc é do mesmo batalhão anti-mosquito que eu, e pq vc estava na hora em que a gente fez essa graça aí.
:*****

nada contra aranhas, tbm.

Jubs!* disse...

Gente, a-mei!
;)

Vc resumiu num texto de humor leve a vida de casado.
Excelente.
Ainda bem que há o amor...

aline disse...

hahahaha obrigada! eu sou a favor de mais humor e bom humor no mundo.

beijos!

aline disse...

aaaa, mãe, que horror. ahahahhaah

mas aí paulo não tem biologices não, barata é inimigo e pronto!

:****

Edi disse...

Hahahahahaha, poderia ser pior, muito pior... imagina se o problema se desse com as baratas. Sim porque vc pode se deparar com aquelas menores, que atacam principalmente em armários de cozinha, mas nem assustam tanto, com as baratas mais comuns, que são perigosíssimas ...ou aquelas enormes, ainda por cima, voadoras, que fazem questão de ir na sua direção!!! Aí, minha filha, será o caos.

Désir La Vie disse...

Quase me borrei de rir.

Casamento é assim meeeesmo. Aliás, qualquer relacionamento, né? É que numa união entre duas pessoas pressupõe-se, além do convívio, A CAMA. Daí parece que complica tudo-de-vez-de-uma-vez-só.
É foda ter que trabalhar especificidades, 'particularidades do gênio' do outro a todo tempo.

Olha, tem hora que viro a cara e tento abstrair, porque meu maxilar dói e cansa, de tanto que falo.

E realmente, todos temos a dita eureka de que gênio somos só nós mesmos, e zéfini.

Viu, historiador também tem uma lista enorme de chateações. O marido aqui me irrita deveras!

Blé.

Iara disse...

Nossa, excelente. Tava conversando com uma amiga de infância esses dias, sobre como a gente descobre o que é um casamento quando está em um, que não tem nada a ver com principes, princesas e paixões incendiárias e impossíveis. Tem a ver com paciência, um caminhão enorme de tolerância, companheirismo e essa noção de que o outro é difícil, mas eu também sou. É o tipo de situação na vida em que a gente tem que pensar no conjunto, porque se focar só nas pequenas coisas, se der energia demais pras brigas, pras incompatibilidades, aí fudeu, não tem quem fique casado mesmo. Eu acho reclamar do marido, assim sem maldade como você está fazendo, uma excelente maneira de não levar tudo tão a sério.

Haline disse...

ahahahahahaha Ri muito do seu post. Eu sou super anti-insetos. E, as vezes, sádica. Já torturei uma barata num vidrinho com água. Não sei o que me deu.

Mas o que eu ia contar é que uma vez fui forçada (ex namo), ops, convidada a ir numa reunião budista. E tava tudo bem, uma padma americana (que passei a reunião inteira achando q o nome mesmo era padma e tals) falando de amizade e eu me achando A zen. Depois teve meditação e eu chochilei e todo mundo entendeu. Tudo muito zen. Depois não ajoelhei pra buda e todo mundo entendeu. Legal. Até que surgiu um bicho tipo um percevejo na varanda e ele vinha em direção a mim, tipo, ia me atacar sabe como? Dai eu nem pensei duas vezes e pá, com a minha sandália. Pronto. A reunião inteira horrorizada me olhando com aquela cara de "sua assassina terrivel". Foi horrivel. Nunca mais me convidaram. rs

L. disse...

hahaha
genial, de sua parte, escrever esse post tão gostoso de ler, sobre os gênios.
Muito bom. Ainda tô com um meio sorriso na cara.
Muitos amigos biólogos. Tantos, que tô até achando genial a idéia do teu marido de estudar as rotas de vôo das pragas pra planejar ataques cirúrgicos.
E falando em casamentos, a família da Su - e por tabela a Su tbém - chama mat-inset e outros inseticidas de "remédio".
hahaha
remédio nada, é VENENO mesmo. Provavelmente carcinogênico.
Mas cada um com seu cada qual.
Espero que vcs nunca entrem em acordo quanto a esse assunto, e que daqui a uns dois meses eu leia outra história boa por aqui, quem sabe envolvendo a tal lagartixa, ou mesmo uma pererequinha.
Ratos, não desejo pra ninguém. Mamíferos uma ova, aquilo são pragas nojentas.
Bjs,
L.
(ps-desculpa aí por mandar beijos e falar de ratos no mesmo parágrafo; por favor não associe)

lu disse...

hahahahaha
como são diferentes as leituras!
eu aqui não só não achei que ela estava reclamando do marido, desabafando (ainda q de um jeito bem-humorado), como, pelo contrário, achei esse post uma ode ao paulo e ao casamento dos dois. pela ironia, se o que você tem pra falar do seu marido é que existe uma "incompatibilidade de gênios" no modo de matar mosquitos, o casamento deve ser a melhor coisa de todos os tempos. eu nunca previria essa solidariedade na caixa de comentários com lamentos com casamento; por mim, achei esse post tão feliz, tão pró-casórios e convivência a dois! diz aí, aline.

keila lima disse...

É verdade, ser bom e gostoso são bons motivos... Mas é isso aí o importante é levar tudo com bom humor e tentar respirar fundo!! srsr

Iara disse...

Lógico que é bacana, Lu! Mas só é porque a Aline tem essa leveza, essa tolerância. Porque quem não tem se separa por menos do que isso, acredite! Fazer um post e rir, destrinchar a coisa, é um jeito saudável de louvar a diferença. Porque no final ela diz "e acaba acreditando que gênio mesmo só você". Quer dizer, tem uma diferença que contrapõe, que causa estranheza, que pode até irritar, mas que também merece ser celebrada. Afinal, acho que ninguém se apaixona por alguém que não possa oferecer nenhum ponto de vista novo sobre nada... Tudo isso pra dizer que desabafo e ode, neste caso, são faces da mesma moeda...

aline disse...

Oi meninas! (nossa, perdi o fio da meada aqui...)

Van, o post era pra fazer rir mesmo. :) A minha sorte é que Paulo não escreve post, pq se escrevesse, haveriam várias dessas situações aqui. Mas a gente ri muito disso, é divertido demais.

beijos!

Lola disse...

Olha, eu sou bióloga mas estou TOTALMENTE do seu lado. Detesto entomologia... hahahaha. Meu marido também é biólogo e trabalha com contaminação ambiental. Toda vez que eu quero comer algum fruto do mar ele diz que o bichinho filtrou de tudo que há de ruim do mar e eu acabo desistindo de nojo...e fico com vontade de espancá-lo. Quando passo maquiagem, ele diz que o material particulado do blush vai disparar a minha asma... afff.

Sobre o casamento, acho que se o casal fosse todo certinho, fazendo tudo lindinho, igualzinho e outros diminutivos, iria ficar meio chato, não?

aline disse...

Oi Iara

Tudo isso que vc disse é verdade, sobre a necessidade da tolerância no casamento e tal. Fundamental mesmo. Mas eu não acho que as incompatibilidades, ou as brigas, são um fardo. Acho que elas fazem parte da intimidade do casal, dos ajustes que ume outro fazem. Conhecer os defeitos do outro requer tempo, proximidade, etc. Aliás, "defeitos" entre aspas, porque a maior parte das coisas que me irritam no Paulo não são defeitos exatamente, são características dele. É muito difícil separar as características em boas e más.
Mas, claro, nisso a gente tá falando de coisas sérias e grandes, dos problemas de verdade. Nesse caso aqui, nem chega perto disso. É só palhaçada mesmo. :)

Beijos

aline disse...

Haline, vc me lembrou uma aula minha em que um aluno matou um bichinho no chão e uma outra aluna, de biologia, fez o maior escarceu. Mas aí a sério, ea não levou na esportiva não. Ah, era da biologia tbm. :)
hahahahahahahahhaahhahahaha

Entre inseto e eu a relação é tipo Highlander: só pode haver um. :D

aline disse...

L.

Ah, isso eu sei, inseticida é veneno, e dos bravos. E pior quando não tem cheiro, pq vc se ilude e fica respirando a bagaça que faz mal pra caramba.
Que legal q vc gostou do post, escrevi pra isso, pras pessoas sorrirem! :)

É, rato é outro nível já, eu tenho pânico de rato. Mas não associei com o beijo não, podexá.. hahahahahahahahhahahahaha

beijos

aline disse...

Lu, Iara e Keila, acho que eu disse aí em cima já, que nesse caso é só brincadeira mesmo. Claro que eu e Paulo temos nossos problemas e brigas, etc, mas nesse caso é só um causo, ainda que real. Disso aí a gente ri muito, é o tipo da coisa que eu adoro nele, essa biologice. Faz parte da identidade dele esse cuidado com o meio ambiente, seja ele qual for: a casa, a cidade, uma zona de preservação de floresta. Não chega a ser desabafo mesmo pq não é um problema pra gente.
Mas enfim, cada um faz uma leitura, o texto dá essa possibilidade tbm, pelo visto. A riqueza de ter um blog. :)

beijos, meninas

aline disse...

Oi Lola!

hahahahahahahahhahaha
Paulo faz tudo isso comigo. As vezes até sem querer, pq ela não sente nojo das coisas e sai falando na mes de jantar, e eu fico cheia de nojinho de algumas coisas. A parte do cosmético tbm, eu já até fiz post sobre isso, de um creme que eu queria e ele cismou q tinha um produto q destruía meu cérebro. Resultado: comprei outro creminho. :D

Concordo com vc, se tudo for perfeito na relação, além de chato, significa que um dos dois - ou os dois - estão completamente cegos e alheios do outro.

beijos

Désir La Vie disse...

Lu e suas leituras à contrapelo
Hahahahahaha

Por isso que eu te adoro, você é de um otimismo atordoante, enquanto eu, bem...uma pessimista doentia...Mas feliz! Eu te leio e trava um equilíbrio cá comigo.

A Aline a mesma coisa, só que ela é de uma sensibilidade atordoante, assim como a sua escrita.

Beijos, meninas!

aline disse...

Nossa Vanessa, muito obrigada! Fiquei toda envaidecida com seu comentário... :)

:*********

Iara disse...

Aline, acho que o parágrafo final é que dá esse tom de "venturas e desventuras do casamento". Daí a gente termina de ler e vem comentar com ele na cabeça. Mas relendo, o começo é bem mais comédia.

Mudando de assunto, é interessante e assustador como um texto de publicado deixa de ser seu, né? E aí vem toda aquela discussão sobre o que é ofensa, e tals. Porque você contou a história pra Lu, e pelo tom da sua voz e tudo, o que ficou pra ela foi a comédia. Pra quem tá lendo e não te conhece, fica a questão da convivência. E daí você não pode falar "mas não foi isso que eu escrevi". O texto é do leitor, também. Lembrei também da dificuldade que é às vezes identificar o que é ironia num texto na internet, sem nenhum conhecimento sobre o autor ou recurso extra lingüístico que nos ajude. E viajando mais ainda, lembrei de como tem gente que não consegue identificar ironia de jeito nenhum.

Ficou longo, né? Mas você entende: se o Paulo não consegue ver um inseto sem confabular, a gente de Letras não consegue ver uma questão de interpretação de texto e deixar passar batida... ;-)

aline disse...

Iara,

Eu acho que um texto publicado não é meu nem do leitor, é um texto que está aí, pra ser lido e relido. Diferente de um livro q vc compra, estando o autor vivo ou não, e formula sobre ele várias opiniões e leituras, um blog proporciona outras relações entre leitor, "escritor" (mil aspas) e texto... é mais enviesada a coisa, pq tem uma caixa de comentários aqui, e eu participo dela.
Mas eu não disse "não foi isso que eu escrevi" em nenhum momento, o máximo que eu posso dizer, e disse, é "não foi isso que eu quis dizer", ou melhor, "eu não pensei nisso quando escrevi". O texto foi classificado como cronica nas minhas tags, eu o considero assim. Então sua leitura é absolutamente válida, e com ela eu concordei. Tudo o q vc disse sobre tolerância, eu assino embaixo. Desculpe se pareceu que eu descartei sua leitura, eu não tenho como fazer isso. O que vc pensou, as associações que vc fez qdo leu, elas são suas.

Não entendi o q vc quis dizer com "sobre o que é ofensa". De todo jeito, fique sempre a vontade pra fazer comentários, pq eu adoro conversar com vc.

:**

Iara disse...

Putz, acho que eu devaneei tanto que fui mal compreendida. Vamos lá. Eu não quis dizer que você disse "não foi isso que eu escrevi". Usei o "você" como indefinido, no sentido de "não se pode dizer", sabe? Porque você é a Lu disseram que minha leitura (e de outras pessoas que comentaram) é válida.

E quando eu falei de ofensa, é aquele lance (que admito, é discutível) de que quem entende de ofensa é o ofendido. Porque tá cheio de ofensa por aí disfarçada de humor, porque o que faz um texto não é só sua emissão, mas sua recepção também. E foi nesse sentido que eu usei o "seu texto". E você tem razão, a possibilidade de interlocução faz toda a diferença. Mas, mesmo quando não há a interlocução, a recepção de um texto, de um livro clássico, por exemplo, é tema dos mais interessantes. Como as pessoas vão entender aquilo. Porque é igual filho, acho. É fruto seu, mas o que vai aprontar por aí não está na sua mão mais.

Mas, puxa, eu não queria associar um texto tão leve à ofensa e tal. É só que uma coisa foi puxando a outra, sabe? Devaneio mesmo, que ficou bem confuso. Foi mal :(

aline disse...

aaaaahhahaha

agora eu entendi! eu tava toda angustiada! :)

Exato, depois que um texto cai no mundo ele é aberto a todo tipo de leitura, e pra mim isso é riqueza. A lógica pra ofensa é similar mesmo, leva em conta a recepção e, mais importante até, dá ao ofendido autonomia e status pra questionar uma fala, pq se o poder de significação for só do enunciador, não haverá possibilidade de retratação e problematização.

Não ficou confuso, não. :)

Iara disse...

E eu fiquei angustiada pensando "que chato, a Aline tá achando que eu tô colocando o dedo na cara dela e dizendo: 'nããão, você não disse isso, você disse outra coisa e o seu texto-fofo sobre seu marido não é seu'". Foi não, viu? :)

Mas ó, ainda reafirmo que as biologices do seu marido são engraçadas porque a preservação ambiental é um valor seu também. Já vi gente armando discussões homéricas por coisas aparentemente prosaicas, mas que refletem valores muito distintos. Mas falar mais sobre isso é estragar o cliema leve, acho.

Prefito contar que conheci certa vez um biólogo, sujeito interessante e inteligente, que fazia doutorado sobre a sexualidade dos peixes. Mas da sexualidade de gente ele não parecia manjar muito... ;)

aline disse...

Ufa! Entendi, entendi :)

Eu compartilho, mas muito por causa dele, isso é uma coisa que ele me ensinou e que eu admiro muito. Mas as vezes eu acho engraçado, não tem jeito. O apelido dele na minha família é Bio. De tanto q ele encarna. :D


ri tanto com seu comentário final. Que pena, né? Pra ele sobretudo...

beijo, Iara.

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