2.9.09

do (des)respeito à vizinha

A literatura brasileira conta com uns figurões sobre os quais todo mundo sabe mais ou menos alguma coisa e é minimamente familiarizado. Assim, imagino que a poesia de Álvares de Azevedo não seja um enigma pra maioria das pessoas, independente da carreira que seguiu ou há quanto tempo não pega num livro de poesia: Álvares de Azevedo é nosso poeta romântico por excelência, um Byron aclimatado, como nos fizeram crer as aulas de literatura no colegial, e com algum esforço, recupera-se um ou outro verso que seja dele. Não vou entrar aqui no quesito do mérito ou da qualidade da poesia de Azevedo, deixo apenas uma observação de que sim, aprecio-o e muito.
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E contudo, há um aspecto de sua poesia, relacionado às representações que ele faz do feminino, que me desagrada bastante. Em três dos melhores e mais conhecidos poemas do rapaz já dá pra perceber do que se trata: É ela! É ela! É ela! ; Pálida, a luz da lâmpada sombria e Vagabundo (deste, interessa-nos especialmente as estrofes 4 e 5).
O É ela! e o Pálida lidam basicamente com a mesma situação: a contemplação do sono da mulher, o desejo, o corpo feminino, a distância entre a amada e o poeta apaixonado. Várias são as expressões que aproximam os dois poemas, como o seio palpitante, a beleza e o sono dela. E no entanto, os dois poemas se distinguem completamente por conta do tom, do posicionamento do eu lírico em relação ao assunto. Pálida é um perfeito exemplar da poesia romântica idealista, do retrato da mulher pura e intocável, do desejo esvaziado e dissociado do sexo, da imobilidade quase mórbida da virgem adormecida. É ela!, muito pelo contrário, é um poema satírico, narrativo, irônico, que lida o tempo todo com a expectativa do leitor de poesia romântica. Todos os pontos de contato deste poema com a poesia amorosa idealista são seguidos de quebras e rebaixamentos, de vulgaridades. Assim, no lugar de uma branca virgem, imóvel e perfeita, temos uma lavadeira trabalhando de dia e roncando de noite, com o ferro de passar na mão e uma lista de roupa suja no seio. Temos, ainda, um apaixonado que ousadamente percorre a distância, que se aproxima e toca a amada - o que seria impensável no outro poema. Essa diferença de representações do feminino e mesmo do amor, ao que me parece, não tem a ver apenas com a diferença de estilo entre um poema e outro: há uma diferença na representação das classes às quais pertencem as mulheres, em cada um dos casos. Assim, a idealização, o amor puro, a veneração, a contemplação "respeitosa" não pertecem apenas a um tipo específico de poema, mas a um tipo específico de mulher. A classe sócio-econômica do objeto amoroso/poético e a linguagem que descreve o amor estão implicados, e eis o porquê de haver um registro sublimado e um registro vulgarizado da contemplação e do desejo. A voz do poeta, masculina, vem encharcada de um sentimento de classe bastante antipático (como disse Antonio Candido) e fica difícil dissociar esta e aquela instância.
O poema Vagabundo sustenta essa leitura, quando vemos duas estrofes consecutivas falar do relacionamento do poeta com a empregada e com a vizinha. Sem escancarar as diferenças entre elas, sem desqualificar uma ou outra relação no seu círculo maior de amores bem sucedidos, o poeta incorre na diferença de caracterização e tratamento dentro do poema. A fluidez do eu lírico de Vagabundo desdobra-se em sua afetividade, incluindo e contemplando opostos (a rica virgem intocável e a empregada fogosa e acessível, o amor suspirante e o amasso às escondidas, o sublime e a vulgaridade) num mesmo texto.
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Há, nisso tudo, duas instâncias que considero problemáticas: em primeiro lugar, essa diferença de representação poética entre a mulher rica e a mulher pobre (velando inclusive as questões raciais que certamente aí estão implicadas) num momento em que a literatura nacional procurava firmar sua identidade, seus temas e suas questões. Assim, nosso poeta constrói seu universo e dentro dele elege como respeitável uma figura feminina que mais tem a ver com a nobre européia, que lhe parece mais próxima e semelhante do que uma empregada ou uma mestiça. Não foi o romantismo (e muito menos Álvares de Azevedo) quem inaugurou essa associação entre nobreza de caráter, alto posto sócio-econômico e sublimação na representação artística (o que implica a comédia servir à representação das personagens e costumes baixos), mas há de se reconhecer que esse modelito encontrou aqui um ambiente muito propício e receptivo. Esse olhar sobre si mesmo e sobre outro não nos é estranho, pelo contrário, ele é completamente condizente com o pensamento atual das classes altas brasileiras.
Um segundo ponto - e este me assombra mais - é a atualidade desse sistema de valores segundo o qual o respeito por uma mulher se manifesta com a distância e dessexualização da mesma. Eu entendo, ao ler os poemas, que a vulgaridade da lavadeira e da empregada se deve a essa corporeidade delas, a esse exercício da sexualidade, a essa libertinagem inerente às personagens cômicas. Uma lavadeira que tem o seio tocado, assim como uma empregada abrasada, dentro dessa lógica do Brasil do século XIX (católico, escravocrata, patriarcal), são exemplares de um populacho que pouco ou nada significava à elite política econômica e cultural, ou seja, são personagens que só podem ser risíveis e desrespeitosas num ambiente extremamente moralista e machista. Sabemos que a amada romântica é idealizada e portanto irreal, e a leitura dos poemas nos mostra como a mulher digna de ser respeitada não é inviável apenas afetivamente, ela é fisicamente inexistente, posto que vaporosa, dissolvida, inapreensível. A voz do poeta, em qualquer que seja a circunstância, não deixa de ser voz, não vacila nem por um segundo quanto à integridade física e sentimental do enunciador. Amar, desejar, excitar-se e dize-lo não o diminui, ao passo que a mulher que ganha corporeidade e capacidade de interação física só cabe em versos satíricos. A mulher digna, respeitável, ainda que subtraída de volição e voz, é uma mulher que só existe abstratamente, em sonho ou sentimento.

Não é fácil ser musa

E por isso, repito: causa-me espanto constatar a atualidade desse pensamento que considera mais respeitoso e adequado que um homem apaixonado ou interessado numa mulher escamoteie seu desejo e lascívia em "boas intenções" e pretensões de romance, pois o desejo sexual sem intenção de envolvimento afetivo nos parece errado e fútil. Ou, pior ainda, que uma mulher que deixa transparecer seu desejo e que se mostra erotizada se vulgariza. Eu sempre acho importante rastrear de onde vem algumas certezas e sensações, e há coisas que estão extremamente arraigadas na nossa cultura. Por exemplo, a noção de respeitar e fazer-se respeitar tende a seguir essa lógica: uma mulher tem que escolher (na medida que lhe for possível) em qual universo ela existirá (senão em tempo integral, na maior parte do tempo): o vulgar, em cujo balaio são jogados sem muita hesitação os bailes funks, as dançarinas de axé, as mulheres frutas, as revistas masculinas, a pornografia, o sexo descompromissado, as roupas curtas, a oralidade e a simplicidade, os costumes degradados (inclusive o estupro, como se ele fosse uma consequência do suposto crescimento desse conjunto de coisas)... ou o sublime, que se ocupa tão somente das ideias, do pensamento, da argumentação, da escrita, dos relacionamentos socialmente consolidados, da arte, das ciências, das teorias, da complexidade, da conscientização e politização. Ou seja: há quem se debata contra o universo da "vulgaridade" como se fosse ele por excelência (quando não com exclusividade) o campo em que o machismo surge e se fortalece. Essas pessoas acabam, muitas vezes, reproduzindo preconceitos bastante cruéis e arrogantes, oriundos de uma mentalidade nociva e moralista, na qual elas mesmas estão inseridas e eventualmente são vítimas.

17 pessoas pararam por aqui:

Iara disse...

Putz! É sempre tão mais legal dialogar aqui do que trabalhar. Lá vou eu escrever um caminhão de novo!

A Marjorie, Cynthia e mais outras mulheres criaram um blog coletivo pra falar sobre sexismo na política, motivadas pela eleição ano que vem e os exemplos de textos como do Marcelo Coelho por aí. Um dos textos mais horrendos citados lá, que critica o suposto autoritarismo da Dilma, saiu do blog 7 por 7, de jornalistas (todas mulheres) que escrevem na Época.

Pra ser honesta, já vi posts interessantes lá, como um recente falando de um documentários que trata a ausência paterna na vida dos brasileiros. Mas, quando fui ler o tal post sobre a Dilma, li outro tão machista quanto.

Dizia que uma america-sei-lá-quem lançou um livro ensinando como ser uma Audrey Hepburn em tempos de Paris Hilton. Tipo, estes são os únicos modelos possíveis. Correponderiam tranquilamente às mulheres aí do poema, não fosse Paris rica e loira. Tão revoltante ler o post e os comentários! Porque sempre aparecia alguém falando de "meninas que ficam bêbadas em festas". E, poxa, já fiquei bêbada em "n" festas, e minha vida não é só isso. Aliás, muito provavelmente, nem a vida da Paris Hilton é só isso.

Eu me chateio mesmo, sabe? Porque (como minha mãe não lê isso posso contar) eu fui pra cama com o meu marido na noite em que a gente se conheceu e ele não tomou nenhuma conclusão a respeito do meu caráter por conta disso. Esse discurso de "tem que se preservar", "se dar ao respeito", etc, mata toda a possibilidade de espontaneidade das pessoas e das relações. E eu sempre pensei: "bom, se o cara pensar que eu sou vadia por conta disso, ele que perdeu". Isso evoca o nosso debate, você falando sobre auto-estima, sobre ser refém, você tá super certa.

Daí lembrei que da comunidade feminista do Orkut, lá em 2005, quando eu participava. Uma menina postou alguma coisa nesse padrão moralista, perguntando se as mulheres preferiam ser tratadas com princesas ou como putas. Eu respondi que me respeitando, me tratando como gente, tava de bom tamanho...

Lan disse...

Não é bem sobre o tipo de machismo retratado no seu texto mas vou contar um "causo" que me aconteceu esse fds, assistindo o filme 'Queime depois de ler':

Havia uma mulher solteira em busca de encontros pela internet, que transou com um cara no 1°encontro.
Depois conheceu um outro; casado, que já tinha uma amante para a qual dizia ser ela o verdadeiro amor e fazia promessas de se divorciar etc.
Quando houve a menção de que ela transaria com este também, veio o comentário infeliz do meu namorado:

-Essa mulher é de jogo, hein?
(Traduzindo do baianês, significa que ela topa-tudo)

Ela era solteira e desimpedida, o cara era casado etc, etc e ele achou o comportamento dela o mais digno de nota, quem sabe até o mais imoral.

Tô tentando esquecer que ouvi aquilo.

aline disse...

Iara,

hahahahah. nem me fale de preferir aqui ao trabalho. meu mestrado tá na corda bamba, mas eu amo ficar de papo aqui. ai, ai.

adorei o comentário. essa mentalidade aí, que divide as mulheres entre certinhas e devassas, pra mim dialoga com o que tem de pior na cultura: moralismo religioso, conservadorismo, machismo, etc etc. Encaixar as mulheres, ou mesmo alguns comportamentos, como previamente positivos ou negativos é péssimo, e pender para a execração do erotismo ou da farra é ainda pior.
Qdo vc diz que já ficou bebada em festas e sua vida não é só isso, eu só posso dizer: justamente! Idem comigo. Pq vc e eu somos pessoas, complexas, com tantas sutilezas e contradições e particularidades.

Com marido aqui foi parecido, e é engraçado, pq uma amiga minha q se acha muito liberal conversava comigo, umas duas semanas depois, e disse "claro q vc ainda não transou". E meu, eu já tinha sim. Ri por dentro e fiquei quieta, q não tenho paciência pra certas caras e comentários. :)

"Esse discurso de "tem que se preservar", "se dar ao respeito", etc, mata toda a possibilidade de espontaneidade das pessoas e das relações" - éeeee. mata a espontaneidade na vida de modo geral. tem coisa pir q viver travada? pra mim, não tem. assim como nada é mais bonito do que uma pessoa solta, espontânea, leve.

:****

aline disse...

Lan...

hahahahhahahha

pois é, mulher liberada chama a atenção né? Eu não vejo nenhum problema em uma mulher ser "topa tudo" e dizerem que ela é. Vejo problema em quem diz isso recriminando, em quem vê problema nisso. :)

Désir La Vie disse...

Você e a Lu combinam os posts...

Ao contrário da Iara, que foi daqui pra lá, eu estou vindo de lá pra cá.

Aline, eu fico puta demaaais com essa idéia absurda de dessexualizar a mulher, e nós, 'as companheiras', acabamos sendo os grandes alvos.

Uma vez eu e marido discutíamos sobre o comportamento da maioria dos homens, em especial a dos amigos dele, que vivem programando encontros com outras mulheres às escondidas, sem o conhecimento das respectivas companheiras - tipo essas farrinhas em chácaras e talz.
Como não consigo me calar ouvindo certas coisas, já mandei uma do tipo:

- Não aturo esse tipo de hipocrisia, aposto que se eles ficassem sabendo algo parecido vindo de suas companheiras, a casa cairia e seria mais do que motivo pro término da relação. Vocês parecem idiotas, vocês acham que também não sentimos desejos? Inclusive por outros homens?

Ele todo incomodado por eu estar sendo 'sincera demais' para ser sua esposa, lançou essa:

- Mas nós gostamos de imaginar que temos nossas companheiras quietinhas, sossegadas em casa...

Hãmmmmmmmmmmm???

Pra você ver o quanto eles também acabam se tornando vítimas. Todos mentem, necessariamente, e tudo vira uma grande hipocrisia do caralho. Só que, nós mulheres, acabamos sendo vulgarizadas, inclusive socialmente.

aline disse...

É, esse arranjo aí de ele pode, ela não, pra mim não tem cabimento. não desce pela garganta mesmo. ou os dois podem brincar ou ninguém pode. é muito machista isso, de o cara transar com outras mulheres sem a esposa saber, ou mesmo ela fingir que não sabe e tal.
o que o danilo disse é verdade, os homens geralmente preferem imaginar que as esposas se satisfazem transando só com os maridos, naquela lógica de homem gosta de sexo, mulher de romance, e a grande história e amor das pessoas é o casamento e etc etc. Tem cara que se ferra pq crê nisso piamente, tbm. Então eu concordo com ele, com a constatação de que esse pensamento aí existe. Mas é preciso sublinhar que é machismo. O problema é concordar com isso, corroborar, participar.

Beijo

lu disse...

vanessa e aline, alguns homens gostam... eu q tenho contato com a tchurma da putaria conheço muito cara que gosta de imaginar que a mulher está mais é aprontando todas, trepando loucamente etc, hahaahahha. E conheço causos de homens assim, que aprontam todas nas costas das mulheres, como esse que você falou, van, mas que não achariam ruim se as mulheres fizessem o mesmo. simplesmente não importa. e não conheço nenhum que admitisse isso aí, que gosta de imaginar que a mulher fica sossegadinha esperando em casa enqto ele apronta por aí. eu daria uns croques na cabeça do sujeito, haahahhaaha. enfim! ê mundão grande sem porteira, como diria meu vô hahaha.

aline disse...

ah sim, lu, eu não tenho duvidas (lembrei agora daquele blog 'ela dando pra outros')

eu não vou arriscar aquelas porcentagens loucas de 90% dos homens não gostam... o que eu disse tem a ver com a impressão de que pelo menos no brasil, o discurso "anti-corno" é forte, a honra masculina está na fidelidade da esposa, independente de qual acordo o casal tenha, mesmos e eles tem umc asamento aberto e tal.
não sei se ficou claro...

Haline disse...

Eu ia comentar algo q não lembro mais depois de ter lido os outros comentários. rs

Esse lance que a Lu falou eu acho bem legal de pensar. A maioria dos meus amigos acreditam nesse lance do acordo. E eu também. Ta tudo em pauta, mas desde que ambos concordem. E tenham direitos iguais. Claro. Só que tem os caras que convivo (trabalho e outros lugares) e não são meus amigos, esses são TODOS assim como no comentário da Van, saem adoidado e escondido. Enganando. Isso ai, acho a maior merda. E tenho a impressão de que eles compõe a maioria. Que qdo a Lu comenta sobre os caras que ela conhece, está falando de uma minoria. Só que essa maioria simplesmente não me interessa. Eu descarto. Passo.

Me chama atenção esse lance da coerência. As pessoas que conhecemos e nos relacionamos estão nos lugares que freqüentamos. E elas agem/reagem conforme nós somos. Então pra conhecer alguém que, de fato, tenha uma identidade com vc, é preciso ser vc. E saber quem vc é. E isso não é simples pra maioria. Mas é de suma importância pra que não se perca tempo.

O que vejo é gente batendo cabeça. Reclamando que o cara trai (só uso mesmo essa palavra qdo não há o tal acordo), mas procurando caras desse tipo. Ou homens que gostariam de uma mulher assim ou assado, mas procurando outra coisa. E tentando reverter depois. E fica aquela luta. Nada sadia. E cansativa pacas.

aline disse...

Haline, a única discordância que eu tenho com seu comentário é que a gente deve tomar cuidado com as expressões maioria, minoria. Porque elas são desdobramentos de impressões nossas, que convivemos num círculo social específico. Sobretudo porque se trata de uma coisa íntima, que nem todo mundo expõe pra galera. Por exemplo, alguém no seu trabalho tem casamento aberto, a esposa sai com outros, mas o cara mantém a faixa de casamento convencional, ou a pinta de comedor pra não se expor. Não tem como saber o que cada casal combina e faz.

Acho q esse foi meu erro, no meu comentário, de dar a enteder q a maioria é assim, e na verdade eu não tenho como afirmar isso. É só um chute meu.

:***

Haline disse...

Aline, concordo e até usei a expressão "impressão" por isso.

Mas é que o pensamento sobre a natureza do homem ser diferente da mulher e, portanto, ele pode e ela não, é tão recorrente, é tão comum, que fica mesmo dificil não achar que é a maioria.

Mas ce tem toda razão. As pessoas não querem se expor mesmo. E isso tem muito a ver com o comentário que fiz no seu último post. As vezes precisamos fazer "tipos" pra poder conviver com os outros. Sexo não é um assunto fácil no trabalho, por exemplo.

Outro dia uma estagiária aqui disse q foi ao motel com o namorado na hora do almoço e as pessoas ficaram hiper escandalizadas. Isso pq vários caras vão a casas de massagem na hora do almoço e tals. Mas acharam bizarro. E ela disse "ue, o que tem? as pessoas trocam o almoço por acadamia, por banco, por salão de beleza ... qual o problema?"

aline disse...

hahahahaha to imaginando já: noooossa, ela falou q foi no moteeeel. e ri com a boca coberta. vai me dizer que ela foi demitida tbm??? (fiquei chocada com os casos q vc contou no outro post)

Haline disse...

rs né? foi engraçado. pq tem esse lance da vergonha do sexo mesmo. mas essa não foi demitida não, ela continua aqui. e como foi ao motel com o namorado, dai acho que nem piada tem não. foi só o choque mesmo.

aqueles casos são super comuns em empresa. essas festas de fim de ano então são a maior armadilha, a maior chatice. vc não pode ser vc. alias, vc precisa ser o vc-trabalho um tantinho mais descontraido pq está numa festa, mas não seja vc em hipotese alguma. e tem que ir a festa pq é sociavel e de bom tom. as vezes é mais tortura do que trabalhar. rs

aline disse...

afee. q droga. eu sempre amei reunião de profesores e festinhas. mas só trabalhei em ambientes descontraídos até agora. :)

Désir La Vie disse...

Meu deus, eu fico impressionada demaaaaiss.

Lu, aonde você conhece esse homens que menciona, amiga? Acho que estou no mundo errado. Hahahahahahaha

Haline, meu senhor, essa empresa que você trampa é uma loucura, cada caso...Só rindo mesmo!

Beijos
;)

josue mendonca disse...

Aline

adorei o post. gosto dessa ligação entre literatura e aspectos de nossa realidade social.

aline disse...

obrigada, Josué.

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