5.10.09

do mito de Sísifo 2 (ou: como pode um eterno retorno ter um 2º episódio?)

Mito de Sísifo é isso aqui, ó:

"Iara, meus posts sobre o lingerie day foram dois. Estão aqui e aqui. Eu não considerei meus posts ofensivos às duas blogueiras que participaram do LD, e nem mais irônico que o meu estilo habitual de escrever. E tenho a impressão que a maior parte das pessoas não teve essa sua impressão. Na realidade, o LD passaria em brancas nuvens pra mim se não fosse um detalhe: a adesão dessas duas blogueiras veio depois que uma outra, a Ana Carolina (que eu não conhecia), escreveu contra o LD, e recebeu comentários machistas e ofensivos por isso. Só.
Se antes do LD eu não tinha nada contra as duas blogueiras (e isso está no post), hoje tenho. Elas fizeram um escarcéu, brigaram com quase todas as “feminazis” (elas usaram o termo), fizeram novas amizades, como com os idealizadores do LD, e disseram que foi bom assim, porque desse jeito puderam escolher melhor seus interlocutores. É um direito delas. Mas acho uma tremenda imaturidade elas entrarem em qualquer caixa de comentários que fale mal das pessoas com quem elas brigaram (comigo elas já tinham cortado qualquer diálogo meses antes) e, independente do que lá está sendo escrito, se posicionem a favor. Falou mal de mim, da Marjorie, da Cynthia, do Tulio, e não me lembro mais de quem, e pronto: best friends forever delas! Como eu saí dessas birrinhas já no jardim de infância, não quero nem saber delas. Apesar de eu não ter twitter, eu (bem) de vez em quando vejo o que vem sendo dito lá. Agora elas estão numa grande felicidade porque podem ser BFF de qualquer um que não goste do meu posicionamento no caso Polanski. Grande oportunidade pra aumentar o círculo de amizades
."

Autoria adivinhem de quem?

Não se tratava de um comentário sobre mim, mas sobre sua incoerência. No entanto parece que você aproveitou o gancho pra falar de coisas que ainda estão engasgadas, né? Então eu suspiro e volto a esse assunto pra deixar alguns pontos bem claros quanto ao episódio do Lingerie Day. Aliás, é muito mais sobre mim e sobre você do que sobre o Lingerie Day. Mas quem sabe, assim, você entende direitinho algumas coisas.

Pra começar
, eu simplesmente não me interesso por você. Não gosto do jeito com que você escreve, não te acho brilhante, nem sensível, nem divertida. Você pode vasculhar o que quiser pra descobrir se em algum momento você disse alguma coisa específica pra me irritar. Não há nada específico. Acontece que bem antes do LD, como você mesma notou, eu simplesmente li textos seus e percebi que não queria ser sua leitora nem interlocutora. Parece que você toma isso como afronta, mas não foi minha intenção, de verdade. Eu apenas me mantive alheia e afastada do seu blog porque me desinteresso completamente pelo o que você tem a dizer, de modo geral. É a vida, sabe. E não recorra àquele simplismo de "não aceitar divergências", porque divergências existem entre todas as pessoas. Não conheço dois sujeitos que concordem em absolutamente tudo. Em toda e qualquer situação na vida nós encontramos pessoas com opiniões diferentes das nossas, e tudo bem. Acontece que existem afinidades - intelectuais e sensíveis - e elas não são orientadas por um princípio de democracia.

Sobre o LingerieDay
. À revelia do que você pensa, eu não coloco todos os contrários ao LD no mesmo saco. Reagi de uma maneira muito específica em relação a cada pessoa. Todas aqueles que foram educados comigo foram igualmente tratados com educação, independente de concordarem comigo ou não. Só não tenho vocação pra oferecer a outra face, sabe? Aí você diz que eu "briguei" com quase todo mundo,  sendo que debate direto mesmo, só com a Cynthia Semiramis e Tulio Vianna. Então seu vocabulário é insuficiente pra descrever a situação, a menos que você queira saber mais do que eu mesma sobre como administrei minhas relações, e qual era a natureza delas.
Diferente da Mary W e da Cynthia Semiramis, por quem eu tinha grande admiração e respeito (este, em alguns aspectos, ainda existe) e mesmo um afeto sincero, por razões que te são alheias, você nunca me desapontou. Porque eu não esperava nada de você, a não ser aquele tom venenoso que marcou seus dois posts. Aqueles dois textos seus, especulando meus motivos e recortando minhas palavras, inclusive zombando das vezes em que eu disse que estava magoada, é bem o tipo da coisa que eu achei que viria de você, uma das pessoas mais insensíveis que eu já li. Você diz que não foram posts ofensivos. Eu digo que foram sim (eu, o assunto do post, tenho direito a opinião sobre eles?). Foram agressivos e irônicos como habitualmente são seus textos, considerando que habitualmente você escreve posts para incitar a indignação contra os machistas e horrores deste mundo.
Veja que agora você insiste em dizer que minha reação foi um "escarcéu", logo você, que defende tanto que uma mulher se manifeste de acordo com o que sente, sobretudo numa situação injusta. Talvez nesse caso você ache que eu deveria ter ficado quieta e acatado os seus valores (aqueles que você "não gosta de impor a ninguém"). Acho curioso que você insista em deslegitimar e ridicularizar minha reação e sentimentos a esse ponto, como se nada do que eu disser sobre uma experiência estritamente minha tenha validade ou profundidade.

Eu escrevi três posts e trocentos comentários para explicar porque eu me sentia mal, porque certas coisas me incomodavam e ofendiam. Não se tratava de um debate como este sobre Polanski, porque Polanski sequer lê o que estamos escrevendo sobre ele – é sempre bom reconhecer nossa insignificância. Eu, pelo contrário, tive de lidar com a mesma agressividade que agora surge na sua caixa de comentários, e sobre a qual você também se queixou, virada contra mim. É completamente diferente quando o assunto é você e não uma mera opinião sua sobre outrem. Antes mesmo de discutir feminismo, teorias e etcs, eu tive que engolir desaforos, Lola, e você participou ativamente colocando lenha na fogueira com aqueles dois posts indigestos. Algumas das ofensas foram feitas na sua caixa de comentários.

Sobre a Ana Carolina
: eu fiz um post pra ela, pedindo desculpas por distorções e picuinhas que tinham sido feitas, inclusive por você, segundo as quais eu corroborava com as ofensas. Um post muito sincero, destaco. E é claro que você sabe disso e leu meu post, mas preferiu ignorar e insistir na tecla. O que você não sabe é que por e-mail conversamos, a Carol, eu e a Lu. E o que conversamos, fica entre nós 3. Mas te asseguro: o tom da conversa foi bem diferente das suas falas sobre o assunto. Em tempo: ela nunca achou que eu corroborei com as ofensas. Então, cuide de sua vida.

Sobre as novas amizades
. Ah, é verdade. Fiz mesmo. Cuide de sua vida.

Sobre novos interlocutores
. Idem. Cuide de sua vida.

Sobre eu ter chamado alguém de "feminazi": mentira.
Não é a primeira vez que você distorce as coisas, então, de novo, não me surpreende que você coloque palavras na minha boca. Eu nunca chamei ninguém de "feminazi" e nem a Lu. Você diz que sim, então prove. Em não podendo provar, tenha uma postura mais digna, ou pelo menos mais honesta em relação a nós. Como a gente procura ter em relação a você. Os erros e injustiças que você comete em relação a mim, aliás, são do mesmo tipo de erros e injustiças que me fizeram achar seus textos ruins de modo geral.

"acho uma tremenda imaturidade elas entrarem em qualquer caixa de comentários que fale mal das pessoas com quem elas brigaram e, independente do que lá está sendo escrito, se posicionem a favor" – Nem seu nome é tão cotado, nem eu saio em busca de blogs que te critiquem (vale para todos os que você menciona). E mais importante: eu nunca me posicionei a favor de algo "independente do que está escrito", em nenhuma hipótese. Leio vários blogs e posts. Se eu disse que concordo, é porque eu condordo e pronto. Você não tem sequer condições de aferir o que eu penso. Muito menos de saber quem eu considero "best friend". Entendo que você pressuponha nos outros os mesmos parâmetros e critérios que você tem. Até porque foi você quem não abriu mão de sua admiração pelo Polanski para lidar com o caso do estupro. Você quer me criticar e passar sermão sobre maturidade porque eu converso e gosto de pessoas que se referem ofensivamente em relação a você ou a afetos seus? Faça-me o favor.
Pare de especular sobre quem são meus amigos e porque são meus amigos. De novo, cuide de sua vida.

Sobre Polanski, especificamente. De fato, discordo de você completamente. Acho sua condescendência (reconhecida por você mesma) nesse caso de estupro muito incoerente. E foi esse o teor da observação da Iara: você, que falou que mostrar o decote é errado por causa do contexto machista em que vivemos, vem agora abrandar o caso do Polanski e relativizar a situação. "Há todo um contexto", você disse, e esse contexto já não era o do Machismo que faz das mulheres um objeto, era a liberação sexual européia dos anos 70. Você, que pesquisou a vida (blogueira e profissional) dos idealizadores do LD para poder justificar seu desprezo por eles, não foi atrás do depoimento da própria menina que seu ídolo violentou, e acabou dizendo que "Polanski não sabia que fazer sexo com uma menina de 13 anos era errado. Na Europa, aparentemente, ele vinha fazendo isso direto". E pegou mal, né. Sobre essa assimetria que condena o Lingerieday mas absolve o estuprador; sobre sua crítica a toda pornografia contrastando com sua leniência quanto à nocividade de Polanski; sobre o conflito aparente de seus próprios valores, Lola, você não falou, e é uma pena.

Desconfio, entretanto, que não é essa a questão, não é mesmo? Você diz que "agora elas estão numa grande felicidade porque podem ser BFF de qualquer um que não goste do meu posicionamento no caso Polanski" - Lola, seu egocentrismo é impressionante. Porém: você não está entre os critérios que elegem meus interlocutores (acredite, há mais assuntos no mundo, inclusive os legais). Mas não fique abalada. Você tem tantos leitores que te amam incondicionalmente. Cerque-se dessas boas energias e seja feliz. Sobretudo: cuidar de si já demanda uma atenção e tanto.

Aline

15 pessoas pararam por aqui:

Ana Carolina Moreno disse...

Ainda bem que você me chamou de Carol! Senão eu ficaria brava =)

Iara disse...

Tô péssima, Aline. Me sentindo a rainha da picuinha, agora. Não que você não tenha todo o direito de se defender, mas eu também não tinha nada que ir lá bulir com o vespeiro. Foi mal :\

aline disse...

Carol, hahahahahahahahhahaha

Que legal q vc veio comentar. Obrigada (e desculpe, mais uma vez, colocar vc no rolo)
Beijos


Iara, absolutamente. Não se sinta mal não, nem rainha da picuinha.
Primeiro, pq eu acho legítima sua observação. Segundo, pq ficou claro que vc não foi lá falar de mim ou da Lu, vc foi fazer uma pergunda pra Lola sobre os posicionamentos dela. Acho justo. Mas, como eu disse, ela deixou seu comentário de lado pra falar coisas sobre nós que são mentiras ou - aí sim - picuinhas. Então já que ela insiste, eu aproveito pra deixar as coisas bem claras.
De novo: não se sinta mal, não.
Beijos

lola aronovich disse...

Aline, não tenho tempo pra entrar nessas birrinhas. Meu comentário foi uma resposta a um comentário da Iara, não foi tema de post nem nada. O que eu queria dizer sobre o Lingerie Day eu já disse em dois posts. Mas as nossas desavenças começaram muito antes disso, não? Deixa eu refrescar sua memória. No começo, quando descobri o seu blog, eu aparecia bastante aqui, e deixava comentários elogiosos. E vc fazia o mesmo no meu blog. (Não vou ficar cavocando posts do ano passado pra encontrar comentários elogiosos pq tenho mais o que fazer). Aí bastou UMA crítica a um post seu (aqui, se alguém quiser ler) que vc virou minha inimiga mortal. UMA crítica negativa (e, a meu ver, completamente educada)! (Ah, “inimiga mortal”, “BFF”, é ironia, viu?). Com a Marjorie, a sua briga ocorreu por causa de discordâncias neste post.
Discordâncias que, para pessoas vendo de fora, não seriam suficientes pra encerrar um relacionamento (acho que é um tipo de relacionamento visitar e comentar nos blogs alheios). Mas que, pra vc, foi o estopim pra tirar o blog do seu blogroll e passar a dizer, em qualquer oportunidade, “Não leio tal blog, a pessoa não me interessa etc”. Essa é uma característica muito marcante sua, não saber ouvir críticas, não conseguir conviver com quem discorda de vc. Uma característica que a Lu não tem, ou pelo menos não tinha, pré-Lingerie Day. Com a Lu minhas discordâncias foram várias (todas bem antes do LD). Ela discordava de coisas que eu escrevia no meu blog, e eu fazia o mesmo no dela, e o ponto principal era sua defesa incondicional da pornografia, e meu posicionamento anti-porn. Mas não foi uma questão de primeira crítica contrária e não fala mais comigo.
Isso eu encaro como falta de maturidade da sua parte, Aline. Mas desejo a vc e a Lu boa sorte nos seus blogs e nas suas vidas.
Ah sim, e sobre vasculhar a vida dos realizadores do LD: eu continuo nem sabendo quem são. O único "notório" era o Gravataí Merengue. Notório porque ele fez um blog anônimo pra difamar o Luis Nassif, entre muitas outras atividades "éticas".

aline disse...

Lola

Eu não considero que visitar e comentar blogs alheios baste para constituir um relacionamento. Sinto-me completamente desobrigada com as pessoas cujos textos eu li e eventualmente linkei no meu blogroll, assim como não me importo em absoluto em ser deslinkada. Não sou arrogante a ponto de achar que as pessoas devem me ler, me linkar, me seguir, etc, ou de me ressentir com isso.

Você diz que "nossas desavenças começaram naquele post", e é engraçado, pq eu nunca considerei aquilo uma desavença, é preciso muito mais do que isso pra alguém começar a significar alguma coisa pra mim (positiva ou negativamente).
Minhas opiniões sobre as pessoas não são fechadas e imutáveis. Durante um período bem curto eu te linkei e li sim. Mudei de ideia quando li um pouco mais. Levei menos tempo que a Lu, e chegamos a conclusões parecidas. E eu pergunto: e daí, Lola? Você agora é leitura indispensável? Em pelo menos três ocasiões você mencionou o fato de eu não ler você. Não leio mesmo. Já é tempo de superar.

Mas fique à vontade para acreditar que ofendeu-me sua "crítica" àquele post da escrita feminina, eu não ligo pro que você pensa, eu ligo pro que você fala de mim em determinadas circunstâncias. Você não me conhece, então quando você diagnostica que eu sou "imatura" e "não aceito críticas", eu rio e dou de ombros. Porque é simplório. Qual a validade da sua análise sobre como eu "convivo com quem discorda de mim", você, com quem eu troquei meia dúzia de mensagens em caixa de comentários e que não tem ideia de quem são as pessoas com quem eu convivo? Quanta pretensão.
.
Apenas, Lola, não faça intrigas (como no caso da Carol) ou minta (como no caso "feminazi") em meu nome. Saiba se portar.

E "inimiga mortal" e "BFF" são ironias? Nossa, não parecia... ¬¬

Quanto à Marjorie, eu mesma já disse que aquele post dela foi significativo pra mim. Mas não foi porque ela discordou, foi porque ela ignorou o que eu disse e abdicou da discussão. De todo jeito, que tal você deixar sua vocação de porta-voz de lado? Se a Marjorie tiver alguma coisa pra falar comigo sobre um suposto relacionamento que nós tínhamos, deixe que ela o faça. Ou te nomeie oficialmente sua procuradora.

O mesmo sobre o Gravata. Quem não gosta dele ou das coisas que ele faz vai até o blog dele discutir. Eu não tenho nada a ver com isso.

De todo jeito, fico contente que você tenha desabafado. Não quer participar de "birrinhas"? Então não as comece, Dolores.

lu disse...

que preguiça.
a lola, toda a vez que fala de mim, bota palavra na minha boca - umas coisas que eu não só não falei como não falaria, e algumas vezes ainda falei o contrário. eu já falei mais de uma vez que pornografia, cada um pode gostar ou desgostar, mas não dá pra dizer que é "bom" ou que é "ruim" para "as mulheres". o buraco é mais embaixo.
"Feminazi"... eu hein, é cada uma.

eu não parei de ler a lola porque briguei com ela - aliás, que eu saiba, eu e ela nunca nem brigamos; eu só parei de ler porque perdi o interesse mesmo.

e aproveito pra desmentir mais o seguinte: não foi a gente que parou de conversar com a marjorie, foi o contrário. eu nunca a linkei, nunca me identifiquei com nada do que li dela, e aliás nunca conversei com ela a não ser naqueles comentários que fiz no post da "sexualidade mediada". comentei lá aproveitando o que a aline já estava dizendo e tentei expor as razões pelas quais eu discordava - daquele post em especial, e também da abordagem dela de maneira mais ampla. a marjorie simplesmente não me respondeu, ela ignorou, a mim e à aline. então eu me pergunto onde está a intransigência aí, já que ela pareceu nervosa com nossa discordância e deixou bem claro que não tinha mais nada a dizer pra gente (pelo menos não diretamente). meu curto "diálogo" com ela foi esse e acabou muito antes do LD, ainda que pra alguns pareça, erroneamente, que foi o LD que marcou uma "cisão" entre feministas. essa impressão de ruptura, inclusive, pode ser atríbuida à maneira com que marjorie falou de mim e da aline no post dela sobre o LD e especialmente como ela falou e deixou que falassem na caixa de comentários daquele post. e ainda jogou pra cima da gente a responsabilidade pela polarização.


de resto, beijos na aline. e na mary w - discordo dela, mas sigo gostando :)
:*

aline disse...

Pois é. Colocar palavra na boca dos outros pra mim é desonestidade mesmo. Diz, pra mim, que o que interessa é o escárnio, o apontar de dedos, o clima acirrado.

Tudo o que eu disse, eu assumo. E, percebendo um erro, eu me desculpo sem nenhum rodeio. E é irônico eu ter sido a única, nessa história, a me desculpar pra Carol - ou a se desculpar de maneira geral. Depois a Lola se pergunta o porquê da minha recusa a ela, e me acusa de imaturidade.
Posso conviver com pessoas que pensem de maneira diferente de mim. Não quero conviver com pessoas que tenham valores e condutas tão díspares, que abdiquem do respeito ao outro com tanta facilidade. Acho lamentável.

Sobre o resto, nada a acrescentar.

Beijos em você, queridona.

Iara disse...

Sabe o que eu acho pior dessa história? É como discutir a opinião de uma pessoa vira discutir a pessoa. Porque a pergunta que eu fiz - e fico aliviada que você tenha entendido isso - era sobre um posicionamento dela, não sobre vocês.
E a resposta que eu tive foi esse "mimimi" que vocês isso, que vocês aquilo. E eu odeio "mimimi", como odeio. A pessoa diz que não tem tempo pra birras, mas a resposta foi toda uma birra.

No mais, sou testemunha de que você respeita quem discorda de você, porque acho que a gente tem discordado bastante por aqui. Até quando a pessoa é chata e desvirtua posts que só queriam ser fofinhos você é paciente e respeitosa ;-)

aline disse...

Iara, eu fico feliz demais com seu comentário. Uma, pq eu tenho essa preocupação em não tratorar as pessoas de quem eu discordo. Já aconteceu antes, de eu achar q fui grosseira e pedir desculpas por isso. Eu e vc temos discordado sim, isso não me impede de gostar de conversar com vc. Já disse isso antes. A época do LD pra mim foi muito marcante, pq discordando de mim, vc ouviu o q eu tinha a dizer e foi sempre doce e tranquila, e por isso eu já te agradeci tbm.

Eu acho muito válido perguntar a uma pessoa se ela não está sendo contraditória. Qdo eu falei do jornalista q comentou a beleza das candidatas a presidência, alguém veio me dizer que era incoerente por causa do LD. E eu não tinha problema nenhum em discutir isso e mostrar pq eu não achava incoerente. Não é o tipo da pergunta que me desestabiliza, e é bom q seja assim, pq eu sou professora da coisa mais subjetiva do mundo: literatura. Ou eu sei lidar com leituras diferentes, ou estou fadada à frustração no meu ofício.

O que eu desaprovo é isso, é essa retomada gratuita do meu nome e de cirncunstâncias passadas. Lamento q vc tenha sido colocada no meio da encrenca. Acredite, minha intenção é enterrar o assunto, posto que nada de bom sai dele mais, ou pelo menos a parte que me cabe.

Vamos aguardar a boa vontade da Lola.

obrigada pelo comentário. Beijos.

Anonymous disse...

Oi Aline,

Sou seu leitor, faz uns dias. Cheguei pelo Gravata.

Só achei " Sobretudo: cuidar de si já demanda uma atenção e tanto." um pouco pesado.

bjs

Felipe

Taty disse...

ai, se vcs realmente tinham uma amizade de verdade e tals. esse motivo é o mais besta do mundo pra brigarem.
que infantilidade da parte de vcs. ficar com tanta raiva por causa de divergencia de opiniões.

aline disse...

Oi Felipe. Vc achou exatamente essa parte pesada? Rs, que engraçado. Pergunto-me pq.

Bjos

Taty
ok, eu vou pegar meu banquinho, sentar no canto da sala e pensar no assunto. :)

Srta.T disse...

(ai, o comentário da Taty me deu uma preguiiiça, mas vamos lá)

Então, eu sumi do blog da Lola por causa dessa postura mesmo. Nas vezes que discordei fui enxovalhada, tanto que em algumas ocasiões outros comentaristas até saíram em minha defesa. Ou o tom é irônico e maledicente, colocando palavras na nossa boca (lembro bem de um post sobre a empregada doméstica que preferiu abandonar o emprego e viver de Bolsa-família, em que eu chamei a atenção para o fato de que algumas empregadas ganham muito bem nos EUA, e de como várias profissionais de curso superior também passam por dificuldades, e automaticamente virei a "advogada que é mais coitada que uma doméstica"; foi a primeira vez que foram trollar meu blog), ou é um tom condescendente e professoral, que a própria Lola criticou como exercício do machismo em um comentário que respondeu pra mim. Quer dizer, de um homem pra uma mulher não pode, mas entre duas mulheres, tudo bem. Deve ser aquele nosso amigo, o contexto.

Acho péssimo esse hábito de se reduzir a pessoa ou o argumento. Nos meus comentários sobre o LD, minha postura era tal porque eu sou “alinhada com o Reinaldo Azevedo e o Gravataí”. Coitadinha de mim, incapaz de raciocinar e concluir sem um guru me dizendo o que pensar. Aí eu já saquei de cara que não importava o tanto que eu me esforçasse para escrever fundamentando meu raciocínio e observando as nuances: eu sempre seria a advogadazinha de direita sem nenhuma simpatia pelos “oprimidos”, e sempre se aproveitaria do meu discurso o que fosse conveniente, e não o que de fato eu digo. Cansei, desisti, fui cuidar da minha vida que tá complicada (mas ainda não estou fazendo faxina em casa alheia), sem mágoas. Mas é engraçado que você tocou em um ponto nevrálgico, que sempre me intrigou: por quê toda essa sanha por você não querer ser interlocutora dela? Qual o problema em não ver na Lola uma formadora de opinião? Tem uma vaidade desmedida aí. Desculpe Lola, mas eu não acredito que você vai nos guiar para a luz.

Sim, ainda leio às vezes. A maior parte do que leio, não gosto. Mesmo quando concordo. Questão de humor e estilo mesmo, nem é sempre por posicionamento e tal. E não tenho mais a mínima vontade de comentar porque tenho sempre a impressão de que o que eu disser vai ser completamente distorcido (e percebo que a maioria ali não se dá ao trabalho de ler todos os comentários antes de falar borracha). Entretanto, muitas pessoas bacanas e com quem hoje eu dialogo e até tenho amizade (vá lá, numa acepção INVERSA à da Taty) chegaram ao meu blog por causa do que eu comentava na Lola. Por isso eu agradeço. Mas ainda tem uns trolls pra botar na conta.

Enfim, aproveitei seu desabafo pra dar meu testemunho de fé. E fico com o olhar inquisidor do Dorian Gray (meu gato, opa), que me diz que esse assunto não morre aqui... talvez um post réplica, pra quebrar a minissérie sobre o Polanski?

Enfim, aguardemos.

Beijos, frô! Nos vemos domingo!

aline disse...

Flor,

Eu acho que nunca vou conseguir ler nada seu sem achar divertido, por mais q seja uma história tensa ou aborercida. Até os contratos que vc escreve devem ser legais :)
Enfim, taí seu testemunho de fé. Não tenho como nem o que comentar, não acompanhei essa questão - mas eu acredito no que vc me conta. Lembro só que na época do LD vc foi a única a ir lá e questionar certos argumentos, que pareciam tão sólidos naquele momento por conta da intensidade com que estavam sendo repetidos. Mas eu sabia q não era uma coisa fácil de se fazer. E sou grata, sempre, por sua solidariedade.

Eu publiquei esse post sabendo que talvez viesse como resposta um daqueles posts imensos, cheios de detalhes, tom acusatório, links, referências, ironias, comparações, distorções, etc, etc. De maneira geral, pouco me importa. Não sei o que mais a Lola tem a dizer sobre mim que ela já não tenha dito enfaticamente na ocasião do LD, a não ser que ela invente coisas - e, aí sim, é um problema. Mas ela já sabe tbm que eu não respondo a provocações, só me manifesto se achar que algo de errado está sendo dito sobre mim.
Mas enfim, espero que não, sabe, espero que chegue por aqui, agora que as antipatias e divergências estão explicitadas e nós podemos nos ignorar mutuamente. O mundo é bem grande e interessante, e o tempo é bem curto pra ficar com esse mimimi. A Lola também não é uma desocupada, ela tem a vida acadêmica dela, tem as coisas da mudança para resolver, família, amigos, posts sobre assuntos que ela gosta, eu acho q ela sabe que não vale a pena ficar espezinhando e perdendo tempo com uma garota imatura, intolerante e contraditória como eu. Porque, francamente, eu não valho tanto a pena. :)

Vc, que me aguenta, pode atestar... hahahaha

Bom, to ansiosíssima pra chegar domingo. Prepara o fígado, que eu vou querer comemorar, heim?! Eu fui mandar mail pra galere de sp, e quase coloquei um "olha, eu to indo pra sp. olha, isso é legal. olha, nós casamos. vem beber com a gente!"... hahahahaha

:*********

estadodearte disse...

Wow, classy. Quando crescer quero ser assim =)

Tenho acompanhado essa novela do #LD, desde antes de tomar as proporções que tomou. Me impressionou muito a reação das pessoas.

Você só tem ganhado o meu respeito, pela coerencia e pelo tato com o qual encara as questões e tratas as pessoas, independente de ser a favor ou contra o #LD

Continue assim =)

P.S.: parabéns pelos quatro anos do post acima. Felicidades pra vocês. =)

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